segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Grande Ditador


O último discurso
de “O Grande Ditador”
 Chaplin em "O Grande Ditador"
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

Filme na íntegra.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

CHARLES CHAPLIN


sábado, 21 de janeiro de 2012

Resolução de Conflitos


Como resolver os conflitos
O conhecimento dos fatos é de extrema importância, para conseguir obtê-los não basta somente à coleta de informações, sendo a entrevista, um orientador que podemos utilizar com sucesso, se tomado os cuidados a seguir:
§  Informar-se sobre a pessoa entrevistada.
§  Agir conforme as políticas e regulamentos da empresa.
§  Criar um ambiente adequado para a realização da entrevista, sem pré-julgamentos (A pessoa deve estar à vontade, sendo estimulada para abordar o fato ocorrido, com particular atenção).
§  Seja paciente, mesmo quando uma situação é repetida diversas vezes, pois é uma maneira importante de colher novos elementos e ângulos diferentes do mesmo caso, sempre sem discussão e com imparcialidade, para que não haja exaltação de ânimos e crie-se uma barreira psicológica.
§  Criar uma seleção individual para que não ocorram influências de uma pessoa na outra.
Concluímos assim, que devemos traçar claramente as medidas (MEIO) para alcançar os objetivos pretendidos (FIM DO CONFLITO). O conceito para agir é fundamental para a manutenção do grupo (HARMONIA).
Estilos de administração de conflitos
Há vários estilos de administração de conflitos, uns que dão ênfase ao desejo de satisfazer aos próprios interesses (assertividade) e, outros que levam em conta os interesses da outra parte (cooperação).
1.      Estilo de evitação – reflete uma postura nem assertiva nem cooperativa, na pretensão de evitar ou fugir ao conflito. É usado quando um problema é trivial, quando não há chance de ganhar, quando requer tempo para obter informações ou quando um desacordo pode ser oneroso ou perigoso;
2.      Estilo de acomodação – alto grau de cooperação para suavizar as coisas e manter a harmonia. Utilizado para resolver os pontos menores de discordância deixando os maiores para a frente;
3.      Estilo competitivo – é o comando autoritário que reflete forte assertividade para impor seu próprio interesse. Utilizado quando uma ação decisiva deve ser rapidamente imposta em situações importantes ou impopulares, em que a urgência ou emergência são necessárias ou indispensáveis;
4.      Estilo de compromisso – combinação de assertividade e cooperação. Utilizado quando uma parte aceita soluções razoáveis para a outra e cada parte aceita ganhos e perdas na solução;
5.      Estilo de colaboração – elevado grau de assertividade e cooperação. Habilita ambas as partes a ganhar, enquanto utiliza a negociação e o intercâmbio para reduzir as diferenças. Utilizado quando os interesses de ambos os lados são importantes. O objetivo é que ambas as partes ganhem e se comprometam com a solução encontrada.
Cada estilo pode criar diferentes resultados.
1.      Evitação ou acomodação – pode criar um conflito do tipo perder/perder, no qual nenhuma parte alcança aquilo que pretende e as razões do conflito permanecem intactas;
2.      Acomodação ou suavização – destaca as diferenças, similaridades e as áreas de possível acordo;
3.      Competição ou comando autoritário – cria um conflito do tipo ganhar/perder. Uma parte domina a outra; uma das partes ganha às custas da outra; uma das partes alcança o que deseja com a completa exclusão da outra;
4.      Compromisso – cria conflitos do tipo ganhar/perder.Cada parte dá algo e ganha algo de valor, porém nenhuma delas fica satisfeita.
5.      Colaboração ou solução de problemas – reconcilia as diferenças entre as partes. É o mais eficaz.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Como Administrar Conflitos?


Conflitos
As pessoas nunca tem objetivos e interesses idênticos. As diferenças de objetivos e de interesses pessoais sempre produzem alguma espécie de conflito.
O conflito existe quando uma das partes – seja indivíduo ou grupo – tenta alcançar seus próprios objetivos interligados com alguma outra parte, a qual interfere na sua busca de atingir os objetivos. A interferência pode ser ativa (mediante ação para provocar obstáculos, bloqueios ou impedimentos) ou passiva (mediante omissão). Também pode ocorrer entre mais de duas partes ao mesmo tempo.
Há vários tipos de conflitos: o conflito interno (intrapessoal) envolve dilemas de ordem pessoal; o externo envolve vários níveis como interpessoal, intragrupal, intergrupal, intraorganizacional e interorganizacional.
1.      Percebido – ocorre quando as partes percebem e compreendem que o conflito existe;
2.      Experenciado – quando o conflito provoca sentimentos de hostilidade, raiva, medo, descrédito;
3.      Manifestado – quando o conflito é expressado e manifestado atrvés de um comportamento.

Condições antecedentes dos conflitos
1.      Ambigüidade de papel – quando as expectativas pouco claras e confusas aumentam a probabilidade de fazer com que as pessoas sintam que estão trabalhando para propósitos incompatíveis;
2.      Objetivos concorrentes – como decorrência do crescimento da organização, por força da especialização, cada grupo realiza tarefas diferentes, objetivos diferentes, começam a desenvolver maneiras diferentes de pensar e agir dos demais grupos da organização;
3.      Recursos compartilhados – os recursos organizacionais são limitados e escassos. Se um grupo quer aumentar sua quantidade de recursos, um outro grupo terá de perder, abrir mão de parte dos seus;
4.      Interdependência de atividades – as pessoas e grupos de uma organização dependem um dos outros para desempenhar suas atividades e alcançar seus objetivos.
As condições antecedentes criam condições para a ocorrência de conflitos. Uma das partes percebe que existe uma situação potencial de conflito, passa a desenvolver sentimentos de conflito em relação à outra e se engaja em um comportamento de conflito. A ação de uma das partes conduz a alguma forma de defesa ou de reação da outra. Dessa reação, pode haver uma intensificação do conflito ou uma forma de resolução.
Administração de conflitos
O administrador deve saber desativar os conflitos antes de sua eclosão. Ele tem três abordagens:
1.      Abordagem estrutural – o conflito surge das percepções criadas pelas condições de diferenciação, de recursos limitados e escassos e de interdependência. Se esses elementos puderem ser modificados, as percepções e o conflito resultante poderão ser controlados;
·         Reduzir a diferenciação – identificando objetivos que possam ser compartilhados por eles ou reagrupamento de indivíduos;
·         Interferir nos recursos compartilhados – sistema de recompensa e incentivo formal para o desempenho conjunto e combinado de dois ou mais grupos e criar um objetivo comum;
·         Reduzir a interdependência – os grupos podem ser separados física e estruturalmente.
2.      Abordagem de processos – procura reduzir conflitos através da modificação do processo, isto, é, de uma intervenção no episódio do conflito. Pode ser realizada de três maneiras diferentes:
·         Desativação do conflito – Ocorre quando uma parte reage cooperativamente – e não agressivamente – ao comportamento de conflito da outra;
·         Reunião de confrontação entre as partes – Serve para reunir face a face as partes conflitantes, exteriorizar suas emoções, discutir e identificar as áreas de conflito e localizar soluções do tipo ganhar/ganhar antes de qualquer solução beligerante. Ocorre quando as partes se preparam para um conflito aberto via confrontação direta e hostil.
·         Colaboração – Utilizada após ultrapassada a oportunidade de desativação e de reunião de confrontação. Na colaboração, as partes trabalham juntas para solucionar problemas, identificar soluções do tipo ganhar/ganhar ou buscar soluções integrativas capazes de conjugar os objetivos de ambas as partes.
3.      Abordagem mista – É a administração do conflito tanto nos aspectos estruturais como nos de processo e inclui intervenções sobre a situação estrutural e sobre o episódio conflitivo.
·         Adoção de regras para resolução de conflitos – utiliza meios estruturais para influenciar o processo de conflito. Determina previamente os procedimentos e os limites para trabalhar o conflito;
·         Criação de papéis integradores – criação de terceiras partes dentro da organização, de modo que elas estejam sempre disponíveis para ajudar na solução do tipo ganhar/ganhar dos conflitos que podem surgir. Os papéis de ligação tem como tarefa coordenar o esforço dos grupos potencialmente conflitantes em direção aos objetivos globais da organização.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ 2012



NÃO VOU LHE DESEJAR
UM FELIZ ANO NOVO

Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes.

Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais legal e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca. Vou lhe desejar também amizade, pois sem ela é difícil viver).

Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.
     
365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter. Ainda mais pra mim que quero passar dos 100 (com saúde, consciência e muita sabedoria... é claro).

Esse ano quero desejar outra coisa.

Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Guarde na memória seus triunfos.

Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.

Que determine a vida que você quer levar. De repente não é a que está levando agora, mas a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade.




Escolha aquelas que lhe agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos.

Escolha as pessoas que quer ao seu lado e querem estar ao seu lado.

Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe
para que seja constante em seu dia-a-dia.

Faça o que você ama e ame o que você faz.


Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você.  Então, procure. Insista e não desista. Se não achar é porque você ainda é uma pessoa em formação e precisa de tempo.

Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.

Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa.  

Suspire fundo. Comece. Agora.

Sua vida está esperando, mas não demore muito, pois o Mundo continua a girar.

Lembre-se que se seu coração foi partido o Mundo não pára de girar para que você o conserte e se recupere. Então não perca tempo.

A tristeza é uma forma de egoísmo consigo mesmo, pois o pior que lhe aconteça, sempre podemos seguir em frente e recomeçar.

Só não podemos querer que as coisas muitas fazendo as mesmas coisas.

Precisamos mover a nosso favor a única certeza que temos... Que tudo muda.


Feliz vida para você!!!!



Adaptado da Internet para o Frank's Blog.




"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin

domingo, 25 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL



Que a ceia de todos sejam repletas de grandes momentos e um família unida. É o que deseja o Frank's Blog.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Qualidade de Vida no Ambiente Organizacional


Qualidade de Vida no Trabalho
 Um dos aspectos da Qualidade de Vida que merece mais atenção é a Qualidade de Vida no Trabalho. Gestão e Educação para o bem estar no trabalho, com decisões e escolhas baseadas na cultura organizacional e no estilo de vida dos diferentes segmentos ocupacionais. Tem sido suporte para negociações trabalhistas, clima organizacional e marketing. Empresas modernas e competitivas precisam atuar a qualidade de vida do seu capital humano. É na chamada atividade laboral que o ser humano passa um terço de seu dia e os melhores e mais produtivos anos de sua vida. Quando o tempo passado no trabalho é vivido de forma digna, o homem se sente feliz e transmite esse sentimento para os que lhe cercam.
Para se conseguir Qualidade de Vida no Trabalho é conveniente que a organização, seja ela pública ou privada, compreenda que há uma necessidade de promover a valorização dos colaboradores, proporcionando-lhes condições adequadas e dignas para trabalhar. Há altas probabilidades de que os mesmos sejam estimulados e se tornem motivados a realizar suas atividades com maior empenho, o que, sem dúvida, será transformado em satisfação do cliente.
Muitos empresários estão percebendo que melhorar a qualidade de vida de seus funcionários e de suas famílias torna a empresa mais saudável, competitiva e produtiva.
Passada a febre tecnológica que atingiu o mundo, as organizações perceberam que o seu grande capital é mesmo o homem. Quanto melhor suas condições de trabalho e de vida, mais lucrativa e competitiva torna-se a empresa. Muito mais do que conhecimento técnico, o grande diferencial, hoje, é a motivação e o comprometimento dos funcionários com a qualidade e excelência do trabalho realizado.
O estresse é uma das conseqüências dessa insatisfação e surge, entre outros fatores, em decorrência das pressões, onde o grau ocupacional é elevado, o poder de decisão é baixo e o colaborador não tem a percepção da importância de seu trabalho.
É neste ponto que se insere a preocupação da empresa com a saúde e a qualidade de vida de seus colaboradores. É necessário compensar o colaborador, embutindo nele a importância de seu trabalho na organização e a possibilidade de influir no processo. Caso contrário haverá uma quebra de produtividade, aumento do estresse e problemas com drogas. Dentro de uma moderna gestão empresarial é preciso fugir do autoritarismo, abrindo-se ao diálogo e à tolerância, estimulando a cooperação, desestimulando a competição entre departamentos e indivíduos, reflexo da competitividade vivenciada no mundo ocidental.
Uma alimentação saudável, exercícios físicos, ausência de hábitos nocivos e o bem-estar interior, relacionado com relações sentimentais e vida sexual saudável, são os quatros aspectos da qualidade de vida. Para implantá-la dentro de uma organização é preciso estimular a cooperação e a criatividade, mudando a política do sucesso a qualquer preço que premia o individualismo e a competição destrutiva. "Deve-se buscar a excelência com a consciência de o que se fez foi o melhor que poderia ser feito".
QVT é determinada por fatores psicológicos, como grau de criatividade, de autonomia, de flexibilidade de que os trabalhadores podem desfrutar ou, (...) fatores organizativos e políticos, como a quantidade de controle pessoal sobre o posto de trabalho ou a quantidade de poder que os trabalhadores podem exercitar sobre o ambiente circundante a partir de seu posto de trabalho. A definição e a concretização da qualidade (de vida no) do trabalho, é o controle - que engloba a autonomia e o poder que os trabalhadores têm sobre os processos de trabalho, aí incluídas questões de saúde, segurança e suas relações com a organização do trabalho - um dos mais importantes que configuram ou determinam a qualidade de vida (no trabalho) das pessoas. E, frisem, elas são o que são. Por isso, as condições, ambientes e organização do processo de trabalho devem respeitá-las em sua individualidade. Aqui, a noção de controle deve ser entendida como a possibilidade dos trabalhadores conhecerem o que os incomoda, os fazem sofrer, adoecer, morrer e acidentar-se e articulada à viabilidade de interferir em tal realidade. Controlar as condições e a organização do trabalho implica, portanto, a possibilidade de serem sujeitos na situação. O exercício do controle tem tanto uma face objetiva (poder e familiaridade com o trabalho), como uma face subjetiva, ou seja, o limite que cada um suporta das exigências do trabalho.
Ginástica Laboral
Um programa de QVT pode conter a Ginástica Laboral, que consiste em exercícios específicos que são realizados no próprio local de trabalho atuando de forma preventiva e terapêutica, nos casos de D.O.R.T., sem levar o trabalhador ao cansaço, por ser de curta duração e trabalhar mais no alongamento e compensação das estruturas musculares envolvidas nas tarefas operacionais diárias.
Tipos:
DE AQUECIMENTO
DE COMPENSAÇÃO
DE RELAXAMENTO IMPLANTAÇÃO E MENSURAÇÃO DE RESULTADOS

RESULTADOS OBTIDOS COM A INTRODUÇÃO DO PROGRAMA
  • Melhoria do clima organizacional - é o primeiro resultado a ser observado.
  • Diminuição de queixas dolosas e conseqüente procura ambulatorial
  • Diminuição dos afastamentos por D.O.R.T. (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)
  • Diminuição do absenteísmo
  • Diminuição dos acidentes de trabalho provocados por falha humana.
  • Melhor adaptação ao posto de trabalho.
  • Melhoria do atendimento ao cliente externo
  • Melhoria da produção (quantitativamente e qualitativamente).
  • Melhoria da condição de saúde geral de todos os funcionários.

Exemplos de Programa de QVT

   Programa de Qualidade de Vida - Viva Bem
O programa visa à adoção de hábitos mais saudáveis para funcionários e seus familiares, além de desenvolver ações de promoção da saúde, atividades físicas, de recreação e lazer, voluntariado, esporte e cultura.
Ginástica Laboral - Os funcionários da produção de micros, placas, automações, televendas e gestão ambiental participam de um programa de ginástica laboral que busca promover a diminuição do stress e a integração entre os funcionários.
Maratonas e Corridas - A companhia estimula e colabora para a participação de seus funcionários em maratonas e corridas durante o ano, incentivando a prática da atividade física como forma de obter melhor qualidade de vida e integração.
Exposição de Fotos - Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), a empresa traz à unidade Tatuapé exposições fotográficas de diferentes artistas, a fim de colocar os colaboradores em contato com obras que fazem uma leitura da sociedade brasileira.
Caminhadas Ecológicas - Para promover a integração de funcionários e seus familiares, bem como enfatizar a importância da preservação ambiental, são promovidas caminhadas ecológicas. Os passeios contam com o acompanhamento especializado de guias.




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Como Analisar Riscos no Trabalho e Prevenir Incêndios


Análise de Risco do Trabalho
É um método sistemático de análise e avaliação de todas as etapas e elementos de um
determinado trabalho para:
·         Desenvolver e racionalizar toda a seqüência de operações que o trabalhador executa;
·         Identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais;
·         Identificar e corrigir problemas de produtividade;
·         Implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança.
Envolve totalmente empregados, supervisores, chefes e profissionais de segurança no
desenvolvimento de praticas seguras de trabalho, criando novas motivações, eliminado o desinteresse.
A ART bem implementada torna os trabalhadores mais participativos com:
·         Novas sugestões;
·         Alertas acerca de outros  riscos;
·         Certeza de que o programa de segurança é confiável e efetivo.
A analise de risco de trabalho, como uma técnica de solução de problemas, pode ajudar-nos a:
·         Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamentos ou na elaboração do layout do local de trabalho;
·         Encontrar problemas potenciais que podem resultar em mudanças no produto produzido ou etapas do processo;
·         Avaliar possíveis maneiras para prevenir acidentes, paradas de produção, deficiências na qualidade e reduções no valor do produto.
Resumindo, uma ART é uma maneira sistemática para o reconhecimento de:
·         Exposições a riscos ou acidentes.
·         Possíveis problemas e incluindo produção, qualidade ou desperdício.
·         Desenvolver maneiras corretas para realização das tarefas de forma que atos inseguros, condições inseguras, acidentes, falhas, retrabalhos e desperdícios não ocorram.
·         Fazer da maneira certa sem perdas de qualquer espécie.

PAE - Plano de Ação de Emergência

Objetivos e características básicas de um Plano de Ação de Emergência:

A finalidade de um Plano de Ação de Emergência é fornecer um conjunto de diretrizes, dados e informações que propiciem as condições necessárias para a adoção de procedimentos lógicos, técnicos e administrativos, estruturados para serem desencadeados rapidamente em situações de emergência, para a minimização de impactos à população e ao meio ambiente.
O PAE deve definir claramente as atribuições e responsabilidades dos envolvidos, prevendo também os recursos, humanos e materiais, compatíveis com os possíveis acidentes a serem atendidos, além dos procedimentos de acionamento e   rotinas de   combate às emergências, de acordo   com a tipologia dos cenários acidentais estudados.

Rota de Fuga
É um mapa que representa, através de símbolos apropriados, o trajeto a ser seguido pelo indivíduo no caso de necessidade urgente de evacuação do local, em função de incêndio, desabamentos ou outros casos fortuitos.
A falta de indicadores de rotas de evacuação poderá ocasionar situações de pânico em emergências, onde o fator tranqüilidade é preponderante para a prevenção de acidentes graves.
Prevenção de Incêndio
Prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles ocorrem. Uma das principais providências que a Comissão Interna de Biossegurança pode tomar, para que qualquer acidente seja controlado, é alertar todos os trabalhadores sobre as devidas precauções quando ocorrer algum distúrbio ou tumulto, causados por incidentes, como por exemplo vazamentos de gás, fumaça, fogo e vazamento de água. O primeiro passo é detalhar em procedimentos operacionais padrões que deverão ser distribuídos para todos os trabalhadores, contendo informações sobre todas as precauções necessárias, como: os cuidados preventivos; a conscientização sobre o planejamento de como atuar na hora do abandono do local de trabalho (Rota de Fuga); a indicação de medidas práticas sobre o combate e a retirada.
Regras Básicas
● Mantenha sempre à vista o telefone de emergência do Corpo de Bombeiros - 193
● Conserve sempre as caixas de incêndios em perfeitas condições de uso e somente as utilize em caso de incêndio.
● Os extintores devem estar fixados sempre em locais de fácil acesso, devidamente carregados e revisados (periodicamente).
● Revisar periodicamente todas as instalações elétricas do prédio, procurando inclusive constatar também a existência de possíveis vazamentos de gases.
● Evitar o vazamento de líquidos inflamáveis.
● Evitar a falta de ventilação.
● Não colocar trancas nas portas de halls, elevadores, porta corta-fogo ou outras saídas para áreas livres. Nem obstruí-las com materiais ou equipamentos.
● Tomar cuidado com cera, utilizada nos piso,s quando dissolvida. Não deixar estopas ou flanelas embebidas em óleos ou graxas em locais inadequados.
● Alertar sobre o ato de fumar em locais proibidos (como elevadores) e sobre o cuidado de atirar fósforos e pontas de cigarros acessos em qualquer lugar.
Instruções Complementares
Ø  Desligue imediatamente o equipamento que estiver manuseando e feche as saídas de gás.
Ø  Procure sempre manter a calma e não fume, não tire as roupas, dê o alarme.
Ø  Mantenha, se possível, as roupas molhadas.
Ø  Jogue fora todo e qualquer material inflamável que carregue consigo.
Ø  Em situações críticas feche-se no banheiro, mantendo a porta umedecida pelo lado interno e vedada com toalha ou papel molhados.
Ø  Em condições de fumaça intensa cubra o rosto com um lenço molhado.
A prevenção de incêndios consiste em evitar que ocorra fogo, utilizando-se certas medidas básicas, que envolvem a necessidade de conhecer, entre outros itens:
a.      Características do fogo;
b.     Propriedades de riscos dos materiais;
c.      Causas de incêndios;
d.     Estudo dos combustíveis.
Quando, apesar da prevenção, ocorre um principio de incêndio, é importante que ele seja combatido de forma eficiente, para que sejam minimizadas suas conseqüências. Para que esse combate seja eficaz, deve-se, ainda:
·        conhecer os agentes extintores;
·        saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios;
Os conhecimentos apresentados a seguir objetivam fornecer subsídios para prevenir e proteger as edificações em geral contra incêndios; as características dos serviços, dos materiais empregados, dos processos de fabricação, etc., e determinar as soluções mais adequadas a cada situação.
 Pode-se definir o fogo como conseqüência de uma reação química, denominada combustão, que produz calor ou calor e luz. Para que ocorra essa reação química, devesse-a Ter no mínimo dois reagentes que, a partir da existência de uma circunstância favorável, poderão combinar-se. Os elementos essenciais do fogo são:
·        COMBUSTÍVEL
·        COMBURENTE
·        FONTE DE CALOR
Triângulo do fogo:
Quando os três elementos se apresentam em um determinado ambiente, sob condições propícias, temos o chamado triângulo do fogo.
 Classes de incêndio
De acordo com a NBR 7532, os incêndios são classificados em 4 classes principais:
Classe A
Fogo em materiais como papel, madeira, tecidos. Deixam cinzas e sua extinção se dá através do processo de resfriamento.
  Classe B
Fogo em líquidos inflamáveis como gasolina, querosene, álcool, etc. Sua extinção se dá através do processo de abafamento.
Classe C
Fogo em aparelhos elétricos ou instalações com corrente ligada. Sua extinção ocorre pelo abafamento.
 Classe D
 Fogo em ligas metálicas combustíveis, sua extinção ocorre através de agentes extintores e métodos especiais.
Proteção Contra Incêndio
O conhecimento das causas de incêndio consagrou certas práticas como recomendáveis para maior segurança do trabalhador e das instalações. Por exemplo:
a) Armazenagem de material;
b) Manutenção adequada;
· Instalação elétrica em condições precárias, Instalações elétricas mal projetadas, Pisos antí-faisca, Instalação mecânica.
c) Ordem e limpeza;
d) Instalação de pára-raios;
 Basicamente a extinção de um incêndio é feita por ação de resfriamento, abafamento ou união das duas ações.
· Ação de resfriamento: Pela diminuição da temperatura
· Ação de abafamento: Resultante da retirada do oxigênio;
Tipos de agentes extintores: Água (jato pleno - neblina - vapor), Agentes extintores de Espuma, Agentes extintores de Gás Carbônico, Agentes extintores químicos secos, Agentes extintores halogenados.