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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Varginha tem miniaturas de ETs pela cidade Foto: Elcio Braga / Agência O Globo

AS PEGADAS DO ET DE VARGINHA EM 20 ANOS

Suposta aparição de alienígena, testemunhada por três jovens, fez cidade ganhar fama internacional



Varginha tem miniaturas de ETs pela cidade - Elcio Braga / Agência O Globo

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VARGINHA (MG) - Mesmo que não tenham colocado os pés em Varginha, os ETs deixaram um rastro que até hoje mexe com a cidade. O caso da aparição de extraterrestres marrons com olhos esbugalhados vermelhos, que completa 20 anos no dia 20, tem ingredientes que instigam qualquer teoria da conspiração: um temporal que transformou o dia em noite, movimento de caminhões do Exército, OVNIs enfumaçados, testemunhas que não querem mais falar, investigador que mudou de lado, um doente mental sujo de lama e até um casal de anões. As marcas dessa história estão por todo o canto. Uma imensa caixa d’água em forma de disco voador se destaca na parte central da cidade; nas praças, há esculturas de alienígenas; e o Memorial do ET será inaugurado até agosto, com verba de R$ 1,5 milhão do Ministério do Turismo. A prefeitura quer receber mais visitantes, mesmo que venham de muito longe.
Apesar de já ser a mais importante cidade do Sul de Minas Gerais, Varginha era menos conhecida do que as vizinhas Três Corações, terra de Pelé, e Três Pontas, onde o carioca Milton Nascimento foi criado. Aquela tarde de 20 de janeiro de 1996 elevaria a fama de Varginha às estrelas.
— O ET escolheu Varginha. Caiu literalmente do céu aqui pra gente — brincou o radialista Carlos Otávio, um dos primeiros a investigar a suposta aparição de alienígenas na região.
Miniatura de E.T. vendida em Varginha - Élcio Braga / Agência O Globo

Na quarta-feira, faz 20 anos que as irmãs Liliane, de 16 anos à época, e Valquiria Silva, de 14 anos, e a amiga Kátia Xavier, de 22 anos, revelaram ter visto uma criatura debilitada, de pele marrom e cabeça grande, encostada na parede de uma oficina, em terreno baldio, no Jardim Andere. Elas estavam a caminho de casa, na parte mais baixa do bairro. Assustadas, teriam gritado. Nesse momento, o ser teria olhado para elas. O que mais chamou a atenção, segundo as testemunhas, foram os olhos grandes e avermelhados. Logo depois, o tempo fechou e caiu um forte temporal.
Hoje, as principais testemunhas ainda moram em Varginha. Kátia, de 42 anos, está desempregada, mas eventualmente fala sobre o ocorrido. Já as irmãs Liliane, de 36 anos, e Valquíria, de 34 anos, donas de uma loja de sucos, não gostam do tema. Na lanchonete, nada lembra os ETs. Elas não querem mais falar sobre o caso. Reclamam das zombarias dos incrédulos e do assédio dos fanáticos.
— É o tempo todo as pessoas perguntando sobre. Dizem que montei a loja com o dinheiro que ganhei com a história. Só tive aborrecimentos — explicou Valquíria.
O caso de Varginha ganhou destaque no Brasil e no exterior.
— Isso aqui virou uma Torre de Babel. Eram ufólogos dos países da Europa, da América — contou o comerciante José Esdras, de 70 anos, abismado com a movimentação na cidade.


O caso ganharia mais repercussão com a morte do policial militar Marco Eli Chereze, pouco mais de três semanas após a suposta aparição. O PM morreu depois de uma infecção generalizada. Para o ufólogo Marco Antonio Petit, um dos principais investigadores do caso, o PM teria tocado no ET durante uma suposta captura.
Novas testemunhas apareceram. Um casal de lavradores, Eurico e Oralina de Freitas, relatou ter visto um objeto voador com aparência de um charuto passar soltando fumaça branca. Mesma descrição do piloto de ultraleve Carlos de Souza, que passou pela região, no dia 13 de janeiro daquele ano. Relato da aparição de um ET no Jardim Zoológico da cidade em 13 de abril, reforçaria a versão de que uma nave alienígena de resgate teria também estado em Varginha. A morte de quatro animais, na mesma época, criaria mais polêmica.
Em 2010, causou surpresa a tardia divulgação de um Inquérito Policial Militar, concluído em 1997, que investigou a suposta aparição e a participação de militares da escola de Sargento das Armas, da vizinha Três Corações. O documento sugere que as jovens teriam visto um doente mental, que teria o costume de ficar agachado. Lambuzado de lama por causa da chuva, teria confundido as jovens. Um oficial diria depois que a mobilização militar em Varginha teria sido para socorrer um casal de anões durante o temporal.
A história ganharia mais destaque quando a presidente Dilma Rousseff, ao visitar Varginha, fez uma declaração:
— Eu tenho respeito pelo ET de Varginha. Quem não viu, conhece alguém que viu ou tem alguém na família que viu. Começo dizendo que esse respeito pelo ET de Varginha está garantido.
O Caso Varginha, 20 anos depois, é um grande mistério. O advogado Ubirajara Rodrigues, que liderou as primeiras investigações do grupo de ufólogos, não fala mais sobre o assunto, após admitir a falta de provas da passagem de alienígenas na cidade. Já os participantes do Grupo “Ufos de verdade, informação já” garantem ter entrevistas em vídeo, com pelo menos dez militares que teriam participado da captura das criaturas. E alegam não poder divulgar os nomes para evitar a punição. Mesmo sem provas a história resiste.

‘Vi com muita nitidez a criatura'

Kátia Andrade Xavier foi uma das três jovens que relataram ter visto a criatura. A seguir, o relato dela:
"Tem horas que eu me pergunto sobre o que vi naquela tarde, encostado no terreno baldio. Meu Deus, será que era mesmo um ET? Eu mesmo fico em dúvida. O que será que vi? Vi com tanta nitidez aquela criatura, como a imagem que hoje está na internet. Naquela época, eu era uma menina. Achava que era o demônio ou outra coisa qualquer.
Não me incomoda hoje falar sobre o que vi naquele dia. O que me incomoda são as piadas que fazem, mas costumo tirar de letra. Tem muita gente que confia em mim. Vejo o quanto muita gente me leva a sério. Gosto de atender as pessoas que querem saber sobre o caso. Recentemente, dei uma palestra em uma cidade vizinha. Tenho estudado sobre ufologia e lido alguns livros. O que mais tem despertado minha curiosidade são as abduções."


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terça-feira, 8 de julho de 2014

Sete erros que podem estar lhe custando um emprego via LinkedIn


Você está em busca de um emprego. Criou um perfil no LinkedIn. Mas nada aconteceu. Será que você não está usando a rede social de forma equivocada? O site Huffington Post listou sete erros no LinkedIn que podem custar um emprego ao candidato. Veja as dicas para melhorar o seu perfil e torná-lo mais competitivo.

1. Um perfil vazio ou muito simples
Inclua em seu perfil as conquistas de que mais se orgulha e que são mais relevantes para o cargo que almeja. Use o espaço do summary para colocar palavras-chave que descrevam você e suas realizações, quantificando-as sempre que possível. Lembre-se também de que não é necessário se ater ao seu emprego atual ou mais recente. Descreva o que você já fez também em outros empregos, relacionando com seus objetivos atuais e com o que quer fazer no futuro.
O LinkedIn também oferece espaços para preencher com sua experiência, no qual deve constar sua trajetória profissional, incluindo trabalhos voluntários. Acrescentar também informações nas seções de “recomendações”, “certificações” e “idiomas” ajuda a tornar sua expertise mais visível.

2. Um perfil sem foto
Não colocar uma foto no perfil do LinkedIn passa a impressão de que o perfil é fake ou está abandonado. Se você acha que omitir a foto pode ajudar a minimizar as ocorrências de discriminação, talvez seja melhor rever essa ideia. Segundo uma pesquisa, perfil com fotos no estilo 3x4 têm 11 vezes mais chances de serem visitados por recrutadores. Ter a foto também torna mais fácil para antigos colegas te reconhecerem.

3. Cargo genérico
Usar um cargo genérico sob o seu nome não traz qualquer esclarecimento sobre o que você realmente faz, não contém palavras-chave e não vai atrair nenhum interesse. Quando você está procurando um emprego, você deve procurar colocar um título que deixei claro o que você quer no futuro. Para fornecer essas palavras-chave, é importante ser o mais específico possível. Lembre-se que não é nada definitivo e que você pode mudar esse texto no futuro, mesmo que esse futuro seja semana que vem. Muitos cargos no LinkedIn são vagos demais, como, por exemplo, “gerente de operações”, que não diz muita coisa. Por outro lado, gerente de operações de data center, com experiência em segurança cibernética e atuação no setor bancário produz boas palavras-chave - desde que sejam verdadeiras, é claro.

4. Inatividade
Poste alguma coisa relevante ao menos uma vez por semana na seção de “update” do seu perfil. Quanto mais, melhor, já que essas atualizações serão vistas por todas as suas conexões. Se não estiverem desativadas, seus comentários nos grupos de que participa também serão vistos por todos os seus contatos.

5. Não participar de grupos
Os grupos no LinkedIn são divididos por localização, profissão, indústria etc — existem mais de dois milhões e cada membro pode participar de até 50 grupos. Quando estiver procurando um emprego, peça para participar do máximo de grupos possível, porque membros de grupo podem trocar mensagens privadas sem estarem conectados, o que só é possível dentro dos grupos. Depois é muito fácil sair, se já tiver conseguido o emprego que quiser.

6. Ter poucos contatos
Quantos mais conexões, maior é a sua visibilidade. Tente adicionar uma ou duas pessoas por semana, até porque o maior número de contatos também aumenta sua credibilidade na rede.

7. Não ser profissional
Um estudo recente do LinkedIn apontou que 92% dos recrutadores usam a rede social para vetar candidatos. Ou seja: tome cuidado com a linguagem utilizada.