terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para que serve a Filosofia?




Mito da caverna de Platão

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

“Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a luz em toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso. Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna.

         Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objetos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seriam o som real das vozes emitidas pelas sombras.
Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prendem. Com muita dificuldade e sentindo-se frequentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular inúmera hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitado.                                                         .

         Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do sol refletida em todas as coisas. Compreenderia, então, que estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas. Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o desprezariam....”

A narrativa expressa dramaticamente à imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas,  como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.



Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas,  sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades  em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu  colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para  fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. 

O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Idéias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Idéia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


domingo, 11 de dezembro de 2011

Segurança do Trabalho


O que é ?
Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
Responsabilidade de linha e a função staff.
A Higiene, Segurança e Qualidade de Vida no trabalho é uma responsabilidade de Linha e uma função de Staff. Gerentes de Linha e Especialistas de RH têm  responsabilidades legais e morais de assegurar um local de trabalho livre de riscos desnecessários e de condições ambientais que possam provocar danos à saúde física e mental das pessoas.
Programas de segurança, requerem as seguintes etapas:
Ø    Estabelecer sistema de indicadores e estatísticas de acidentes;
Ø    Desenvolver sistemas de relatórios de providências;
Ø    Desenvolver regras e procedimentos de segurança;
Ø    Recompensas aos gerentes e supervisores pela administração eficaz da função de segurança.
O papel da Segurança do Trabalho.
ü    Eliminar as condições inseguras e os atos inseguros para possibilitar a redução dos acidentes e as doenças ocupacionais;
ü    Elaborar procedimentos visando que as atividades exercidas sejam efetuadas com total segurança.

O que faz o profissional de Segurança do Trabalho?
Organiza programas de prevenção de acidentes, orienta a CIPA, os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, elaborando planos de prevenção de riscos ambientais, fazendo inspeção de segurança, laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras e treinamento.

 Como minimizar os custos com a Segurança do Trabalho?
A melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes. Diminuir  investimentos em equipamentos de proteção individual, contratação de pessoal de segurança do trabalho e medidas de segurança,  pode trazer inúmeros prejuízos à empresa. O acidente leva a encargos com advogados, perdas de tempo, materiais, produção e  a indenizações por acidentes de trabalho. Com certeza seria muito mais simples investir em prevenção e em regularização da segurança nesta empresa, evitando futuras complicações legais.
Segurança do Trabalho
Segurança e Higiene do Trabalho são atividades interligadas que percutem diretamente sobre a continuidade da produção e sobre o moral dos empregados.
Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer instituindo ou convencendo as pessoas da implantação de práticas preventivas. Seu emprego é indispensável para o desenvolvimento satisfatório do trabalho. O serviço de segurança tem a finalidade de estabelecer normas e procedimentos, pondo em prática os recursos possíveis para conseguir a prevenção de acidentes e controlando os resultados obtidos.Muitos serviços de segurança não obtêm resultados, pois não estão apoiados em diretrizes básicas bem delineadas e compreendidas pela direção da empresa ou porque não foram devidamente desenvolvidos em seus vários aspectos.
O que é acidente de trabalho?
Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Equiparam-se aos acidentes de trabalho:
1.      o acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa fora do local de trabalho
2.      o acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa
3.      o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa.
4.      doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho).
5.   doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cuidados com o Ambiente de Trabalho e as Consequências do Estresse


Cuidados Importantes com o Ambiente de Trabalho
Os principais itens do programa de higiene do trabalho estão relacionados com:

1.           Ambiente físico de trabalho:
·                                     Iluminação: luminosidade adequada a cada tipo de atividade;
·                                     Ventilação: remoção de gases, fumaça e odores desagradáveis;
·                                     Temperatura: manutenção de níveis adequados de temperatura;
·                                     Ruídos: remoção de ruídos ou utilização de protetores auriculares.
2.           Ambientes psicológicos de trabalho:
·                                     Relacionamentos humanos agradáveis;
·                                     Tipo de atividade agradável e motivadora;
·                                     Estilo de gerência democrático e participativo;
·                                     Eliminação de possíveis fontes de estresse.
3.           Ampliação de princípios de ergonomia:
·                                     Máquinas e equipamentos adequados às características humanas;
·                                     Mesas e instalações ajustadas ao tamanho das pessoas;
·                                     Ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano.
4.           Saúde ocupacional:
·         Ausência de doenças;
·         Os riscos físicos, biológicos, tóxicos e químicos, assim como as condições estressantes, podem provocar danos às pessoas no trabalho;
·         Podemos dizer que saúde é um estado físico, mental e social de bem-estar;
·         Um funcionário excelente e competente, mas deprimido e com baixa auto-estima, pode ser tão improdutivo quanto um funcionário doente;
·         A saúde ocupacional esta relacionada com assistência médica preventiva, que instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que exige o exame médico pré-admissional, periódico, retorno ao trabalho (afastamentos superior a 30 dias), mudança de função, transferência, exames demissional (15 dias que antecedem o desligamento).
OBS: Um ambiente de trabalho agradável pode melhorar o relacionamento interpessoal e a produtividade, assim como reduzir acidentes, doenças e rotatividade do pessoal.
O Programa de Medicina Ocupacional envolve os exames médicos exigidos legalmente, além de executar programas de proteção da saúde dos funcionários, palestras de medicina preventiva, elaboração do mapa de riscos ambientais, relatório anual e arquivos de exames médicos com avaliação clínica e exames complementares, visando à qualidade de vida dos funcionários e maior produtividade da organização. Os programas de saúde começaram a atrair a atenção. As conseqüências de programas inadequados são perfeitamente mesuráveis: aumento dos afastamentos por doença, aumento dos custos de seguros, aumento do absenteísmo e rotatividade do pessoal, baixa produtividade e baixa qualidade, além de pressões sindicais.
Um programa de saúde ocupacional requer as seguintes etapas:
Ø  Estabelecimento de um sistema de indicadores, abrangendo estatísticas de afastamentos e acompanhamento de doenças;
Ø  Desenvolvimento de sistemas de relatórios médicos;
Ø  Desenvolvimento de regras e procedimentos para prevenção médica;
Ø  Recompensas aos gerentes e supervisores pela administração eficaz da função de saúde ocupacional.
Os principais problemas de saúde nas organizações estão relacionados com:
Ø  Alcoolismo e dependência química de drogas, medicamentos, fumo etc...
Ø  Estresse no trabalho
Ø  Exposição a produtos químicos perigosos
Ø  Exposição a condições ambientais frias, quentes, contaminadas, secas, úmidas, barulhentas, pouco iluminadas;
Ø  Hábitos alimentares inadequados
Ø  Vida sedentária, sem contatos sociais e sem exercícios físicos;
Ø  Automedicação sem cuidados médicos adequados.
Como tornar saudável o ambiente de trabalho.
Ø  Assegurar que as pessoas respirem ar fresco;
Ø  Evite materiais suspeitos que emitam odores ou toxinas;
Ø  Proporcione um ambiente livre de fumaça;
Ø  Adote dutos limpos e secos;
Ø  Registrar as reclamações dos funcionários para tomada de providências quanto à higiene do trabalho;
Ø  Proporcione equipamentos adequados, evite traumas físicos com uso da ergonomia.
        Ergonomia significa adequação do ambiente e condições de trabalho com o indivíduo. Cada pessoa é diferente e requer o uso de equipamentos que se ajustem às suas características individuais.
      Estresse no Trabalho
É um conjunto de reações físicas, químicas e mentais de uma pessoa a estímulos estressantes no ambiente. O autoritarismo do chefe, a desconfiança, a pressão das exigências e cobranças, o cumprimento do horário de trabalho, a falta de perspectiva de progresso profissional e a insatisfação pessoal não somente perturbam o bom humor das pessoas, como também provocam estresse no trabalho. Podemos dizer que estresse é a soma das perturbações orgânicas e psíquicas provocadas por diversos agentes agressores como trauma, emoções fortes, fadiga, exposição a situações conflitivas e problemáticas.
Existem duas fontes principais de estresse no trabalho: ambiente e pessoal.  Primeiro, uma variedade de fatores externos e ambientais podem conduzir ao estresse no trabalho. Incluem a programação do trabalho, maior ou menor tranqüilidade no trabalho, segurança no trabalho, fluxo do trabalho e o número e natureza dos clientes internos e externos a serem atendidos. Pesquisas revelam que o ruído ambiental decorrente de máquinas funcionando, pessoas conversando e telefones tocando (Bolsa de Valores) contribuem para o estresse em 54% das atividades de trabalho.
O estresse no trabalho provoca sérias conseqüências tanto para o empregado como para a organização.
As conseqüências humanas do estresse incluem:
Ø  Ansiedade;
Ø  Depressão;
Ø  Angustia;
Ø  Conseqüências físicas como distúrbios gástricos e cardiovasculares;
Ø  Dores de cabeça, nervosismo e acidentes.
O estresse também afeta negativamente a organização ao interferir na quantidade e qualidade do trabalho, no absenteísmo e rotatividade e na predisposição e queixas, reclamações e greves.
Como reduzir o estresse no local de trabalho:
·         Permita que os funcionários conversem amigavelmente: funcionários, habituados a uma atmosfera livre e aberta, em que possam consultar-se com colegas sobre assuntos de trabalho, enfrentam o estresse com bom humor;
·         Reduza conflitos pessoais no trabalho: comunicações abertas, negociações e respeito mútuo, tratar os empregados eqüitativamente e definir claramente as expectativas quanto ao seu trabalho;
·         Dê aos empregados o controle sobre como devem fazer no seu trabalho: os trabalhadores sentem-se orgulhosos e produtivos quando têm controle sobre o que fazer em seus cargos;
·         Assegure adequada assessoria e orçamento de despesas: os funcionários podem contribuir com sugestões, conciliando a necessidade de economia coma necessidade de assessoria;
·         Fale abertamente com os funcionários: manter seus subordinados informados sobre as boas e más novidades, dando-lhes a oportunidade de participação;
·         Apóie os esforços dos funcionários: pergunte regularmente como estão indo em suas atividades e indague sobre assuntos relacionados;
·         Proporcione benefícios pessoais competitivos: os funcionários que dispõem de tempo para relaxar, recarregar suas energias após um trabalho duro, são menos passíveis de desenvolver doenças relacionadas com estresse;
·         Mantenha os níveis atuais de benefícios aos empregados: cortes em benefícios como seguro de saúde, seguridade social, férias e afastamento por doença acrescentam estresse aos funcionários;
·         Reconheça e recompense os funcionários: uma palavra pública de reconhecimento, uma promoção ou um bônus pelo cumprimento ou contribuição de um funcionário podem funcionar como alavancadores de elevado moral e produtividade do pessoal.
Métodos para reduzir o estresse:
·         Planejamento: disponha de tempo para planejar seus objetivos pessoais e de carreira. No trabalho, tenha tempo para planejar suas atividades do dia seguinte;
·         Exercícios físicos: exercícios regulares contribuem para a saúde física e ajudam a ultrapassar o estresse;
·         Dieta: estresse prolongado pode reduzir seus suprimentos de vitaminas, tornando-o suscetível a doenças;
·         Biofeedback: é uma técnica terapeuta utilizada no tratamento de dores de cabeça, alta pressão sanguínea, tensão muscular e outros problemas;
·         Medição ou relaxamento: filosofia e técnicas asiáticas incluem meditação;
·         Psicoterapia: uma ampla variedade de técnicas interpessoais é usada para reduzir o estresse com ajuda de um psicoterapeuta;
·         Psicanálise: é uma forma de psicoterapia, durante a qual o psicanalista analisa os estratos mais profundos da personalidade para descobrir as raízes do comportamento anormal.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ergonomia e Riscos do Ambiente de Trabalho


Ergonomia
A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. Também é chamada de Engenharia dos Factores Humanos, e ultimamente, também se tem preocupado com a Interface Homem-Computador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um factor essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir.
Classificação dos Riscos Ambientais
A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza, para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais, capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que, ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores, podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde.
Assim, também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano, sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caracter acumulativo e chegam, as vezes, a produzir graves danos aos trabalhadores.
Para facilitar o estudo dos riscos ambientais, podemos classificá-los em três grupos:
a)      Riscos químicos;
b)      Riscos físicos ;
c)      Riscos biológicos
Por sua vez, cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar, quer em função das características físico-químicas dos agentes, quer segundo sua ação sobre o organismo, etc.
a) Riscos químicos
As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam-se, segundo as suas características físico-químicas, em:
1 - Aerodispersoides;
2 - gases e vapores.
Ambos comportam-se de maneira diferente, tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar, quanto às possibilidades de ingresso no organismo. Por sua vez, ao Aerodispersoides podem ser sólidos ou líquidos, atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: sólidos em pós e fumos e os líquidos em névoas e neblinas.
Os Aerodispersoides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. São poeiras e névoas os Aerodispersoides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão).
b) Riscos físicos
Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar:
■  Temperaturas extremas;                                             ■  Calor;
■  Frio;                                                                           ■ Ruído;
■  Vibrações;                                                                  ■ Pressões anormais;
■  Radiações ionizantes;                                                ■  Radiações não ionizantes.
c) Riscos biológicos
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como:
■   Vírus;                                                                        ■ Bactérias;
■   Fungos;                                                                     ■ Parasitas.
De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: 
·         Tempo de exposição: Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. 
·         Concentração ou intensidade dos agentes ambientais: Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores expostos. 
·         Características dos agentes ambientais: As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade.
O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes.
O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo.
O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho,
1 - Levantamento qualitativo
Normas gerais de procedimento:
Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como:
·         Numero de trabalhadores;
·         Horários de trabalho;
·         Matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias;
·         Maquinarias e processos;
·         Tipos de energia usada para transformação de materiais;
·         Produtos semi-elaborados;
·         Produtos acabados;
·         Substancias complementares usadas nos processos;
·         Existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; 
·         Tipo de iluminação e estado das luminárias;
·         Presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão;
·         Uso de EPI por parte dos trabalhadores.
Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho.
A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento.
Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade.
2 - Levantamento quantitativo
Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho.
Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias.
Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas.
Periodicamente, deverão ser realizadas novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes.
Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos.
3 - Suscetibilidade individual
A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado.
Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo.
O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como:
·         Tipo de serviço;
·         Movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço;
·         Período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho.
A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas mediante amostragem nos locais de trabalho, de maneira tal que essas amostragens sejam as mais representativas possíveis da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico.
Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar.
Podemos concluir, então que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante.
Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho, necessárias para atingir o seu objetivo. Citaremos, também, as Normas Regulamentadoras relacionadas aos quesitos legais, que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho.
A Higiene do Trabalho está relacionada com as condições do trabalho que asseguram a saúde física e mental e com as condições de bem-estar das pessoas. Um ambiente saudável de trabalho deve envolver condições ambientais físicas que atuem positivamente sobre todos os órgãos dos sentidos humanos. Do ponto de vista de saúde mental, o ambiente deve envolver condições psicológicos e sociológicas saudáveis e que atuem positivamente nas pessoas, evitando impactos emocionais como o estresse. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Frase Interessante de Steve Jobs


Trecho de uma entrevista que Steve Jobs deu aos 29 anos para a Revista Playboy em 1985:


“Quando você é um carpinteiro fazendo uma bela cômoda, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás, mesmo que fique virado para a parede e ninguém nunca veja. Você saberá que ele está lá, então você irá usar um belo pedaço de madeira na parte de trás. Para você dormir bem à noite, a estética, a qualidade, tudo tem que ser mantido o tempo todo.”

Para dormir bem à noite, você precisa servir ao mundo e não satisfazê-lo.

Faça tudo como você gostaria que você feito pra você, não deixe de ser sincero com o mundo.