quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ergonomia e Riscos do Ambiente de Trabalho


Ergonomia
A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. Também é chamada de Engenharia dos Factores Humanos, e ultimamente, também se tem preocupado com a Interface Homem-Computador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um factor essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir.
Classificação dos Riscos Ambientais
A maioria dos processos pelos quais o homem modifica os materiais extraídos da natureza, para transforma-los em produtos segundo as necessidades tecnológicas atuais, capazes de dispensar no ambiente dos locais de trabalho substâncias que, ao entrarem em contato com o organismo dos trabalhadores, podem acarretar moléstias ou danos a sua saúde.
Assim, também estes processos poderão originar condições físicas de intensidade inadequada para o organismo humano, sendo que ambos os tipos de riscos (físicos e químicos) são geralmente de caracter acumulativo e chegam, as vezes, a produzir graves danos aos trabalhadores.
Para facilitar o estudo dos riscos ambientais, podemos classificá-los em três grupos:
a)      Riscos químicos;
b)      Riscos físicos ;
c)      Riscos biológicos
Por sua vez, cada um destes grupos subdivide-se de acordo com as conseqüências fisiológicas que podem provocar, quer em função das características físico-químicas dos agentes, quer segundo sua ação sobre o organismo, etc.
a) Riscos químicos
As substancias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam-se, segundo as suas características físico-químicas, em:
1 - Aerodispersoides;
2 - gases e vapores.
Ambos comportam-se de maneira diferente, tanto no que diz respeito ao período de permanência no ar, quanto às possibilidades de ingresso no organismo. Por sua vez, ao Aerodispersoides podem ser sólidos ou líquidos, atendendo ao seguinte esquema geral de classificação: sólidos em pós e fumos e os líquidos em névoas e neblinas.
Os Aerodispersoides sólidos e líquidos são classificados em relação ao tamanho da partícula e a sua forma de origem. São poeiras e névoas os Aerodispersoides originados por ruptura mecânica de so1idos e líquidos, respectivamente; e são fumos e neblinas aqueles formados por condensação ou oxidação de vapores, provenientes respectivamente, de substancias solidas ou líquidos a temperatura e pressão normais (25o C e 1 atmosfera de pressão).
b) Riscos físicos
Ordinariamente, os riscos físicos representam um intercâmbio brusco de energia entre o organismo e o ambiente, em quantidade superior àquela que o organismo é capaz de suportar, podendo acarretar uma doença profissional. Entre os mais importantes podemos citar:
■  Temperaturas extremas;                                             ■  Calor;
■  Frio;                                                                           ■ Ruído;
■  Vibrações;                                                                  ■ Pressões anormais;
■  Radiações ionizantes;                                                ■  Radiações não ionizantes.
c) Riscos biológicos
Neste ultimo grupo estão classificados os riscos que representam os organismos vivos, tais como:
■   Vírus;                                                                        ■ Bactérias;
■   Fungos;                                                                     ■ Parasitas.
De tudo quanto se tem exposto. podemos concluir que a presença de agentes agressivos nos locais de trabalho representa um risco, mas isto não quer dizer que os trabalhadores expostos venham a contrair alguma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores, que são: 
·         Tempo de exposição: Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença do trabalho. 
·         Concentração ou intensidade dos agentes ambientais: Quanto maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tanto maior a possibilidade de danos à saúde dos trabalhadores expostos. 
·         Características dos agentes ambientais: As características específicas de cada agente também contribuem para a definição de seu potencial de agressividade.
O estudo do ambiente de trabalho, visando estabelecer relação entre esse ambiente e possíveis danos à saúde dos trabalhadores que devem efetuar seus serviços normais nesses locais, constituí o que chamamos de um levantamento de condições ambientais de trabalho. O levantamento pode dividir-se em duas partes.
O estudo qualitativo das condições de trabalho visa coletar o maior numero possível de informações e dados necessários, a fim de fixar as diretrizes a serem seguidas no levantamento quantitativo.
O estudo quantitativo completará o reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho, através de medições adequadas que nos dirão no final quais são as possibilidades de os trabalhadores serem afetados pelos diferentes agentes agressivos presentes nos locais de trabalho,
1 - Levantamento qualitativo
Normas gerais de procedimento:
Deve-se iniciar o reconhecimento qualitativo do ambiente de trabalho com um estudo minucioso de uma planta atualizada do local, assim como de um fluxograma dos processos a fim de estabelecer a forma correta de proceder o levantamento: saber o que fazer e como fazer nos diferentes locais de trabalho. O estudo qualitativo deve dar informação detalhada de aspectos como:
·         Numero de trabalhadores;
·         Horários de trabalho;
·         Matérias-primas usadas, incluindo nome comercial e nome científico das substancias;
·         Maquinarias e processos;
·         Tipos de energia usada para transformação de materiais;
·         Produtos semi-elaborados;
·         Produtos acabados;
·         Substancias complementares usadas nos processos;
·         Existência ou não de equipamentos de controle, tais como: ventilação local, estado em que se encontram os equipamentos, etc.; 
·         Tipo de iluminação e estado das luminárias;
·         Presença de poeiras, fumos, névoas e ponto de origem da dispersão;
·         Uso de EPI por parte dos trabalhadores.
Essas informações devem ser acrescidas de comentários escrito, que permitem esclarecer a situação real do ambiente de trabalho.
A empresa deve assessorar-se de um elemento técnico que esteja familiarizado com os processos industriais, métodos de trabalho e demais atividades que são efetuadas normalmente no local, a fim de obter dados fidedignos e esclarecer as duvidas que possam surgir durante o levantamento.
Para maior facilidade na coleta da informação podem ser utilizadas fichas padronizadas, que tenham condições de reunir as informações mais importantes e necessárias. Não existe um modelo único para fichas desse tipo, já que seu formato e tamanho, bem como os itens constantes das mesmas podem variar em função do tipo de empresa e dos objetivos e finalidades do levantamento. Portanto, o engenheiro de segurança deve elaborar seu próprio material auxiliar cuidando para que tais formulários sejam simples e completos, a fim de que representem um poderoso instrumento que venha a facilitar o levantamento e nunca interferir negativamente em sua qualidade.
2 - Levantamento quantitativo
Uma vez realizado o levantamento qualitativo, já reunimos as condições necessárias para traçar os rumos a serem seguidos no levantamento quantitativo. Este por sua vez, deve ser minucioso e completo, para que represente as condições reais em que se encontra o ambiente de trabalho.
Deve-se, portanto verificar a intensidade ou concentração dos agentes físicos e químicos existentes no local analisado. Dessa forma, são colhidos subsídios para definir as medidas de controle necessárias.
Uma vez adotadas as medidas de controle que alteram as condições de exposição inicialmente avaliadas, será necessário um novo levantamento quantitativo, para se verificar a eficácia das medidas implantadas.
Periodicamente, deverão ser realizadas novas quantificações, a fim de detectar possíveis alterações, que exijam a adoção de novas medidas de controle ou a adequação das já existentes.
Os critérios de avaliação e controle de cada agente serão estudados dentro dos itens específicos.
3 - Suscetibilidade individual
A complexidade do organismo humano implica em que a resposta do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo, Portanto, a suscetibilidade individual é um fator importante a ser considerado.
Todos estes fatores devem ser estudados quando se apresenta um risco potencial de doença do trabalho e, na medida em que este seja claramente estabelecido, podendo planejar a implementação de medidas de controle, que levarão à eliminação ou à minimização do risco em estudo.
O tempo real de exposição será determinado considerando-se a análise da tarefa desenvolvida pelo trabalhador. Essa análise deve incluir estudos, tais como:
·         Tipo de serviço;
·         Movimento do trabalhador ao efetuar o seu serviço;
·         Período de trabalho e descanso, considerando todas as suas possíveis variações durante a jornada de trabalho.
A concentração dos poluentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas mediante amostragem nos locais de trabalho, de maneira tal que essas amostragens sejam as mais representativas possíveis da exposição real do trabalhador a esses agentes agressivos. Este estudo deve considerar também as características físico-químicas dos contaminantes e as características próprias que distinguem o tipo de risco físico.
Junto a este estudo ambiental terá de ser feito o estudo médico do trabalhador exposto, a fim de determinar possíveis alterações no seu organismo, provocadas pelos agentes agressivos, que permitirão a instalação de danos mais importantes, se a exposição continuar.
Podemos concluir, então que a Higiene do Trabalho é uma ciência multidisciplinar, que tem por objetivo fundamental a preservação da saúde do trabalhador, o patrimônio mais importante.
Nos itens que se seguem faremos um estudo mais aprofundado dos riscos ambientais, assim como das técnicas empregadas pela Higiene do Trabalho, necessárias para atingir o seu objetivo. Citaremos, também, as Normas Regulamentadoras relacionadas aos quesitos legais, que garantem a todo trabalhador brasileiro o direito de preservar a sua saúde no trabalho.
A Higiene do Trabalho está relacionada com as condições do trabalho que asseguram a saúde física e mental e com as condições de bem-estar das pessoas. Um ambiente saudável de trabalho deve envolver condições ambientais físicas que atuem positivamente sobre todos os órgãos dos sentidos humanos. Do ponto de vista de saúde mental, o ambiente deve envolver condições psicológicos e sociológicas saudáveis e que atuem positivamente nas pessoas, evitando impactos emocionais como o estresse. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Frase Interessante de Steve Jobs


Trecho de uma entrevista que Steve Jobs deu aos 29 anos para a Revista Playboy em 1985:


“Quando você é um carpinteiro fazendo uma bela cômoda, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás, mesmo que fique virado para a parede e ninguém nunca veja. Você saberá que ele está lá, então você irá usar um belo pedaço de madeira na parte de trás. Para você dormir bem à noite, a estética, a qualidade, tudo tem que ser mantido o tempo todo.”

Para dormir bem à noite, você precisa servir ao mundo e não satisfazê-lo.

Faça tudo como você gostaria que você feito pra você, não deixe de ser sincero com o mundo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Importantes Exercícios neuróbicos‏


Veja abaixo alguns exercícios neuróbicos.
O importante não é acertar, mas estimular nossos neurônios e distanciar-nos daquele alemão indesejável (Alzheimer). Façam bom proveito!

Consegues ver 10 caras na árvore? 

Há um rosto nesta foto, consegues vê-lo?

Consegues ver o bebê? 


Consegues ver o casal a beijar-se?


Consegues ver 3 mulheres?


Consegues ver a diferença entre um cavalo e um sapo?


 Olha bem...depois de girar  



Conseguiu ver tudo??....!!!Você está em ótima forma... e não está com alzheimer.


domingo, 13 de novembro de 2011

Apoio é Fundamental


A importância das pessoas - texto de Max Geringer

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.

Figuras como o Raul. Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.

E quem era o chefe do Pena? O Raul...

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.

O Raul apoiava.

Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...

Ele entendia de gente.

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima:

'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.

'Há grandes Homens que fazem
com que todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele
que faz com que todos se sintam
Grandes.'

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cuidados com o Ambiente de Trabalho


Condições ambientais de trabalho.
A higiene do trabalho está relacionada com as condições ambientais de trabalho que asseguram a saúde física e mental e com as condições de bem estar das pessoas. Do ponto de vista de saúde física, o local constitui a área de ação da higiene do trabalho,envolvendo aspectos ligados a exposição do organismo humano,umidade,luminosidade e equipamentos de trabalho. Assim, uma ambiente saudável de trabalho deve envolver condições ambientais físicas que atuem positivamente sobre todos os órgãos dos sentidos humanos, como visão, audição, tato, olfato e paladar. Do ponto de vista de saúde mental, o ambiente de trabalho deve envolver condições psicológicas e sociológicas saudáveis e que atuem positivamente sobre o comportamento das pessoas, evitando impactos emocionais como o estresse.

Os principais itens do programa de higiene do trabalho estão relacionadas com:
  ■ Ambiente físico de trabalho;
  ■ Aplicação de princípios de ergonomia;
  ■ Ambiente psicológico de trabalho.

Ambiente físico de trabalho
As condições ambientais de trabalho referem-se às circunstâncias físicas que envolvem o empregado enquanto ocupante de um cargo, na organização. É o ambiente físico que envolve o empregado, enquanto desempenha um cargo.
Basicamente, a higiene do trabalho se preocupa com as condições de natureza física do trabalho, a saber:
   ■  Iluminação: refere-se à quantidade de luminosidade que incide no local de trabalho do empregado, ou seja, luminosidade adequada a cada tipo de atividade. Iluminação e acústica são fatores que influenciam diretamente o conforto, a produtividade e até mesmo a saúde dos profissionais no ambiente de trabalho. Uma iluminação inadequada, além de atrapalhar o rendimento das pessoas, também pode deixar uma imagem negativa da sua marca ou empresa junto ao público. Já uma boa iluminação externa, por exemplo, valoriza a imagem da empresa, funcionando como uma forma eficiente de divulgar a marca.
Os principais objetivos da iluminaria no ambiente de trabalho são:
·         Possibilitar adequada distribuição de luz;
·         Evitar o ofuscamento;
·         Proteger as fontes contras as agressões mecânicas e físicas;
·         Proporcionar um ambiente decorativo.
A tabela abaixo apresenta alguns níveis de iluminação necessário a alguns ambientes e tarefas.
NÍVEIS DE ILUMINAÇÃO PARA INTERIORES (NBR-5413)
AMBIENTE OU TRABALHO
LUX
Sala de espera
100
Garagem, residência, restaurante
150
Depósito, indústria (comum)
200
Sala de aula
300
Lojas, laboratórios, escritórios
500
Sala de desenho (alta precisão)
1.000
Serviços de muito alta precisão
2.000

O aparelho usado para medir a iluminação é o luxímetro como o instrumento digital portátil, com tela de cristal líquido (LCD) da figura ao lado, que realiza medidas da iluminação ambiente em LUX na faixa de 1 LUX a 50.000 LUX.
A má iluminação causa fadiga à vista, prejudica o sistema nervoso, concorre para má qualidade do trabalho e é responsável por acidentes. O sistema de iluminação para ser adequado deve possuir os seguintes requisitos:
a)      ser suficiente cada foco luminoso forneça a quantidade de luz necessária a cada tipo de trabalho;
b)      ser constante e uniforme distribuída evitar fadigas dos olhos, decorrentes das sucessivas acomodações, em virtude das variações da intensidade da luz.
       
A distribuição da luz pode ser:
       I.            Iluminação direta – faz a luz incidir diretamente sobre a superfície iluminada;
    II.          Iluminação indireta – faz a luz incidir sobre a superfície a ser iluminada por meio de reflexão sobre paredes e tetos;
 III.  Iluminação semi-indireta – combina os dois anteriores, pelo uso de globos translúcidos para refletir a luz no teto e nas partes superiores das paredes, que transmitem para superfície a ser iluminada;
 IV.   Iluminação semi-direta – é aquela em que a maior parte da luz é dirigida diretamente à superfície a ser iluminada (iluminação direta), havendo, todavia, alguma luz que é refletida por intermédio das paredes e do teto.
c)      ser disposta – não causar ofuscamento, ou resplandecência, que tragam fadiga à visão, em face da necessidade de constantes acomodações visuais.
Ruído: é considerado, geralmente como som ou barulho indesejável. O som tem duas características principais: a freqüência e a intensidade. A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.
O efeito desagradável dos ruídos depende de:
Ø  intensidade do som;
Ø  variação dos ritmos ou irregularidades;
Ø  freqüência ou tom dos ruídos.
O nível máximo de intensidade de ruído em ambiente fabril é de 85 decibéis, acima disto, o ambiente o ambiente é considerado insalubre.
O controle de ruídos visa à eliminação, ou, pelo menos, à redução dos sons indesejáveis. Os ruídos podem ser:
a.       contínuos (como máquinas, motores ou ventiladores);
b.      intermitentes (como prensas, ferramentas pneumáticas, forjas);
c.       variáveis (como pessoas que falam, manejo de ferramentas ou materiais).
Os métodos utilizados para controle dos ruídos podem ser incluídos em cinco classificações:
1)      eliminação do ruído  no elemento que o produz, mediante reparação ou novo desempenho da máquina, engrenagens, polias, correias etc.;
2)      Separação da fonte do ruído, mediante atenparos ou montagens das máquinas e demais equipamentos sobre molas, feltros ou amortecedores de ruídos;
3)      Encerramento da fonte de ruído dentro de paredes à prova de ruídos;
4)      Tratamentos dos tetos, paredes e solos em forma acústica para a absorção de ruídos;
5)      Equipamentos de proteção individual (EPI), como protetor auricular.
Temperatura: Como se sabe, o metabolismo do corpo humano leva, necessariamente,a produção do calor .Esse com excesso, deve ser eliminado pelo individuo através de seus mecanismos biológicos próprios.
Dessa forma, nosso organismo,eliminando calor em excesso,mantém equilíbrio térmico com o ambiente.O sistema de trocas térmicas constitui-se no recurso pelo qual o organismo busca atingir esse equilíbrio.
No que tange a temperatura no local de trabalho, a CTL aponta o seguinte procedimento:
Art.176-Os locais de trabalho deverão ter ventilação natural, compatível com o serviço realizado.
Parágrafo único-A ventilação artificial será obrigatória sempre que a natural não preencha as condições de conforto térmico.

Efeitos do calor sobre a produtividade do empregado:
O grau de calor sofre variações com base no trabalho executado pelo empregado.Dada tal relação,a temperatura ambiental exerce sobre as pessoas que executam tarefas mas pesadas-trabalho em minas,no subsolo,por exemplo-,mais influencia do que nos funcionários que trabalham em escritórios,por exemplo.
Estudos físicos e biológicos comprovam que,exposto por muito tempo a temperaturas elevada,o ser humano pode sofrer danos graves a sua saúde.Os recursos naturais utilizados pelo homem com vista a aumentar a circulação periférica,para melhor disipar o calor interno do organismo,obriga o sistema cardiovascular a um trabalho forçado,o que pode vir a causar cardiopatias sérias.Paralelamente,sabe se que o suor excessivo leva ao desequilíbrio orgânico,com perda de áqua e sal.Esta perda precisa ser permanentemente reposta,pois é necessário que o ser humano,sob condições térmicas desconfortáveis,beba 150 ml de água a cada 20 min(a uma temperatura aproximadamente 15ºC)e receba uma grama de cloreto de sódio para cada litro de água ingerido.

Ventilação:Remoção de gazes, fumaça e odores desagradáveis, bem como o afastamento de possíveis fumantes ou a utilização de mascaras.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cuidados no Trabalho em Relação as Pessoas


Higiene do Trabalho

A Higiene do Trabalho, estruturada como uma ciência prevencionista, vem sendo aperfeiçoada dia a dia e tem como objetivo fundamental atuar no ambiente de trabalho, a fim de detectar o tipo de agente prejudicial, quantificar sua intensidade ou concentração e tomar as medidas de controle necessárias para resguardar a saúde e o conforto dos trabalhadores durante toda sua vida de trabalho.
A Higiene Industrial é uma ciência e uma arte, que tem por objetivo. o reconhecimento, avaliação e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões, originadas nos locais de trabalho, que podem provocar doenças, prejuízos à saúde ou bem-estar, desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.
Um ambiente de trabalho agradável pode melhorar o relacionamento interpessoal e a produtividade,assim como reduzir acidentes,doenças, absenteísmo e rotatividade do pessoal. Somada a constatação de que a prevenção dos riscos a saúde do trabalhador não é gasto, mas investimento na produtividade e na qualidade dos serviços prestados pelos empregados com boa saúde, fazer do ambiente um local agradável para se trabalhar tornou-se uma verdadeira obsessão para empresas bem-sucedidas.

A consolidação as leis do trabalho (CLT), em seu capítulo V, SEÇÃO I, preceitua:
Art. 157-Cabe ás empresas:
I - Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço,quanto ás preocupações a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente”.

O plano de higiene do trabalho envolve o seguinte conteúdo:
·    Um plano Organizado: envolve a prestação não apenas de serviços de médicos, como também de enfermeiros e auxiliares, em tempo integral ou parcial, dependendo do tamanho da empresa;
·   Serviços médicos adequados:  envolve dispensário de emergência e primeiros socorros;
·         Prevenção de riscos à saúde:  riscos químicos; riscos físicos; riscos biológicos;
·   Serviços adicionais: programas informativos; programas formais de convênios, verificações interdepartamentais; previsões de cobertura financeira para a casos de afastamento prolongados do trabalho por doenças ou acidentes (plano de seguro de vida, plano de seguro médico em grupo etc); extensão de beneficio médicos a empregados aposentados, incluindo planos de pensão ou de aposentadoria.
     
Objetivo
 A higiene do trabalho tem o caráter eminentemente preventivo, pois objetiva a saúde e o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho.
Entre outros objetivos principais da higiene do trabalho, estão:
■ Eliminação das causas das doenças profissionais;
■ Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadores de efeitos físicos;
■ Prevenção de agravamento de doenças e de lesões;
■ Manutenção da saúde dos trabalhadores e aumento da produtividade por meio controle do ambiente de trabalho.

Como alcançá-los?
■ Educação dos operários, chefes, gerentes etc, indicando os perigos existentes e ensinando como evitá-los;
■ Manter constante estado de alerta contra riscos existentes na fábrica;
■ Pelos estudos e observações dos novos processos ou materiais a serem utilizados.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Jesus Cristo realmente Existiu?

Grande debate de idéias sobre Jesus no Canal Livre da Band.
Assistam e expandam suas idéias sobre esse Grande Gigante da História.


Comentem e Reflitam!!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUE PAÍS É ESSE?


É lamentável, mas  infelizmente é verdade...
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei.
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si, é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa  moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consegui completar  o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa  Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas.
Mas infelizmente  não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
As pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não  tem  jeito...
 "No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes.
Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."
É incrível como com o passar dos tempos, esta música, continua atual...
Ainda somos o país do futuro?!?