domingo, 9 de junho de 2013

Orientação Profissional

 

Orientação Profissional

Embora, para muitos, sejam situações e informações óbvias, acabam por não conseguir fazer uma boa apresentação frente aos entrevistadores.

1.    Como se preparar para a apresentação em uma entrevista
2.    Apresentação Pessoal
3.    Perguntas feitas pelos entrevistadores
4.    As perguntas mais freqüentes em uma entrevista
5.    Perguntas que você deve fazer a si mesmo
6.    Aspectos negativos avaliados em entrevista
7.    Técnicas de abordagem
8.    Networking
9.    Perfil desejável pelos empregadores
10. Negociação salarial
11. Referências
12. Principais motivos que eliminam um candidato
13. Técnicas de seleção mais utilizadas
14. Princípios básicos em uma entrevista
15. Dicas Gerais




Como se preparar para a apresentação em uma entrevista


Faça uma auto-análise — um retrospecto de sua vida profissional e pessoal, ou seja, um resumo de sua carreira, na tentativa de identificar realizações e falhas, definindo objetivos pessoais e profissionais, sendo direto, claro e objetivo. Ao apresentar-se, você deverá mencionar as empresas em que trabalhou, em ordem cronológica crescente, seguindo sempre uma linha de raciocínio, sem fazer rodeios, sem entrar em detalhes desnecessários, sem contar histórias, sem falar mal das empresas e chefes anteriores, principalmente, sem falar muito. Pessoas prolixas dificilmente conseguem ter sucesso em um processo seletivo.

Exemplo: Restrinja-se ao cargo em disponibilidade, podendo iniciar sua apresentação com o início de sua carreira, mencionando apenas as empresas em que trabalhou, dando ênfase ao cargo pretendido e, explorar os aspectos positivos tais como: promoções, prêmios, projetos importantes, resultados alcançados, se possível, quantitativos e qualitativos.
·  Procure informar-se sobre a natureza da empresa a que você se candidatou e suas áreas de atuação. Geralmente, causa boa impressão ao entrevistador.
·   De uma forma geral, é importante demonstrar bom nível cultural e conhecimentos sobre a organização e o mercado. Procure ler os cadernos de economia dos jornais e revistas como Exame, Você S.A., Isto é, Veja etc.
·  Programação em excesso ou decorar respostas pode deixá-lo nervoso frente a questões inesperadas. Seja natural e mantenha a calma, postura e, principalmente, fale com firmeza e segurança. Equilíbrio emocional é o fator mais importante nessa hora, portanto, nada de nervosismo, ansiedade e insegurança.
·  Anotação – É sempre bom anotar numa pequena folha, tudo o que você já fez, suas habilidades, experiência adquirida, resultados alcançados etc.  Para evitar o famoso “branco” e aumentar a sua confiança e segurança é sempre bom olhar as anotações antes da entrevista.


Como se comportar durante a entrevista

Seja objetivo, coerente e preciso. Ao responder uma pergunta, nunca ultrapasse 2 minutos, a menos que você tenha que fazer uma apresentação sobre sua experiência profissional.
·  Fale o necessário, não tente dominar a conversa. Seja bom ouvinte. Não atropele o entrevistador.
· Mostre-se interessado pelo cargo e pela empresa. Participe com perguntas inteligentes.
·  Boa postura e calma ajudam, seja espontâneo e não transmita ansiedade.
·  O salário, geralmente, é um dos últimos temas, deixe que o entrevistador toque no assunto.
·   Na hora de negociar o salário, você deverá pedir algo dentro da faixa de mercado, de acordo com o cargo e a sua experiência. Dependendo do porte da empresa você poderá aumentar ou diminuir esse valor. Algumas empresas, geralmente de grande porte, que tem suas políticas, plano de carreira e cargos e salários bem definidas, não aceitam negociação. (veja adiante em Negociação Salarial).
·  Ressalte suas realizações mencionando os pontos fortes. Se questionado, mencione também os pontos a aprimorar. Seja honesto, sincero e ético.
·  Postura – ao entrar em uma empresa, desde a recepção você poderá estar em situação de avaliação. A avaliação não ocorre só na sala de entrevista. Respeite as pessoas que o atenderão, tratando-as com cordialidade, independentemente de julgá-las qualificadas ou não.


Procure evitar

·       Chegar atrasado. O ideal é chegar ao local com 10 minutos de antecedência.
·       Mostrar-se ansioso, nervoso e inseguro ao responder uma pergunta.
·       Falar em tom baixo ou muito alto em uma entrevista ou dinâmica de grupo.
·       Exagerar nos detalhes profissionais.
·       Falar mal de empresas e chefes anteriores.
·       Fugir de certas perguntas ou fugir do assunto quando estiver se apresentando.
·       Mentir — Os entrevistadores podem confirmar as informações.


Apresentação Pessoal


Vista-se adequadamente ao cargo e à empresa. Apresentar-se bem sempre causa boa impressão. Se você não conseguir causar uma boa impressão na primeira entrevista, poderá ser fatal, pois, “a primeira impressão é a que fica”.  Neste caso, você não terá uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão.

·  Para os homens, o ideal é usar terno de cor escura, sóbria (azul marinho, cinza escuro ou grafite); camisa branca ou azul em tom claro; colarinho fechado e nó de gravata bem feito; gravata com estampa discreta, contrastando com o terno; sapato preto engraxado e meia preta; cabelos e barbas feitos; unhas cortadas. Quanto à aparência física, é bom dormir bem a noite que antecede a entrevista para não demonstrar ar de cansaço e irritação, preocupação, sonolência.

·  Para as mulheres, o ideal é usar taillers, terno ou saia e blusa com blazer (cores escuras e sóbrias); meias cor da pele; sapatos fechados com saltos médios; maquiagem discreta; unhas feitas. Em último caso, você poderá usar calça social ou vestido de cor clara com blazer de cor escura (azul marinho, cinza escuro, grafite ou preto).

No entanto, o que requer muito mais do que usar uma roupa impecável, é ter boa postura, as costas eretas, o olhar brilhante, o andar correto, a forma de sentar, a voz pausada e em tom moderado. Mas a boa ou excelente apresentação começa com a roupa. Já ensinavam os sábios chineses que a roupa faz o monge. Para isso, existem cursos sobre Etiquetas para Executivos ou Etiqueta Empresarial.


Primeira impressão

É sábia a observação já conhecida por todos nós “A primeira impressão é a que fica” – portanto, raramente você terá uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão".

Costumamos pensar sobre nós mesmos como pessoas de mente aberta, mas qual foi a última vez que você parou para pensar sobre a primeira impressão que teve de uma pessoa e considerar o que mudou desde aquela primeira vez?

A roupa pode dar muitas informações para um selecionador. "A maneira como uma pessoa se veste pode mostrar, num relance, se ela tem respeito para consigo mesma ou é desleixada; se tem disciplina ou é desorganizada; se tende à sociabilidade ou à introversão; se é dinâmica, se é moderna, ou até mesmo se é narcisista."


Perguntas feitas pelos entrevistadores

1.    Fale-me de suas experiências profissionais?      (todos costumam perguntar)
2.    Na sua função, o que você fazia? Quais eram suas rotinas?     
3.    Quais as suas principais virtudes e seus defeitos?
4.    Como você poderá contribuir para a empresa?
5.    Quais os seus objetivos pessoais e profissionais?
6.    O que você espera da empresa? Quais as suas expectativas?
7.    O que você sabe sobre a nossa empresa?
8.    Por que você acha que eu devo admiti-lo em nossa empresa?
9.    Se você tivesse que assumir a minha posição, qual seria sua reação?
10. Como você reagiria, se um colega com mais experiência, viesse a fazer críticas a seu trabalho?
11. Por que gostaria de trabalhar em nossa empresa?
12. Por que escolheu essa área de atuação?
13. O que o leva a crer que terá sucesso na sua área de atuação?
14. Na sua opinião, o que determina o sucesso de um profissional em uma empresa?
15. Quais as qualidades pessoais necessárias para alguém ser bem sucedido?
16. O que o motiva para este tipo de serviço?
17. Fale-me sobre sua vida pessoal?
18. Você prefere trabalhar sozinho ou com outras pessoas?
19. Que tipo de líder prefere?
20. É capaz de receber ordens sem se sentir inferiorizado?
21. Como você vê as oportunidades em sua área de atuação?
22. Tem algum bem? economias? dívidas?
23. Com que idade se tornou economicamente independente?
24. Você tem disponibilidade para viajar para outros lugares?
25. É difícil para você         lidar com pessoas de formação, cultura e interesses diferentes dos seus?
26. O que você gosta de fazer nas suas horas de folga?
27. Você pretende continuar estudando? E que cursos pretende fazer?
28. Quais são suas habilidades especiais?
29. Como você procederia, se ao chegar ao local para onde fosse designado, encontrasse certa resistência por parte dos seus colegas de trabalho?
30. O que você faria se tivesse que realizar alguma tarefa que não fosse inerente ao seu cargo?
31. Se você tivesse que resolver algum problema que fugisse da sua rotina de trabalho, que tipo de providências e cuidados tomaria?
32. Como você vê constantes transferências dentro da mesma Empresa?
33. Você tem disponibilidade para viajar pela empresa? Se necessário, mudaria de estado?
34. Você conhece microinformática? Sistemas Integrados e Aplicativos MS-Office?
35. O que o levou a desenvolver suas atividades atuais de trabalho e que fatores influenciaram?
36. Pensa no futuro em fazer outros cursos?
37. Conte-nos suas maiores satisfações e insatisfações no local de trabalho?
38. Com relação às situações de pressão, você considera que seu rendimento tende a aumentar, permanecer inalterado ou diminuir?
39. Você é casado? Sua mulher trabalha?
40. Se mulher – Você tem filhos? Quem cuida dos seus filhos quando você está trabalhando?
41. Gostaria de mencionar alguma coisa sobre você que julque necessário para melhor o conhecermos?
42. Você é capaz de trabalhar sobre pressão, com prazos definidos?
43. Por que você está deixando (ou deixou) seu emprego?
44. Qual a sua pretensão salarial?


As perguntas mais freqüentes em uma entrevista


Saiba como se preparar para responder a essas perguntas de forma adequada e convincente.
É importante que ao respondê-las, procure enfatizar sempre o lado positivo – suas qualidades, suas experiências, principais resultados etc. Em todas as situações, diga sempre a verdade. Procure ignorar informações irrelevantes e que não agregam nenhum valor para o desempenho do cargo.  Neste caso, você poderá gerar insegurança por parte do entrevistar e colocar tudo a perder.

Os entrevistadores costumam às vezes, provocar uma situação de tensão, exatamente para avaliar como você age sob pressão. Nesse caso, jamais perca o equilíbrio emocional e a calma. Mantenha-se tranqüilo e procure responder a todas as perguntas com serenidade, segurança e firmeza.


Por que você quer deixar (ou deixou) seu emprego?

Se está empregado, procurando uma recolocação, diga que está buscando melhores perspectivas de crescimento profissional e enfatize a idéia de buscar desafios de acordo com o seu potencial. Nunca fale mal da empresa e de suas políticas.

Se está disponível, o ideal é falar a verdade. Nesse caso, você deverá ter uma boa saída para não caracterizar que perdeu o emprego por falta de capacidade, experiência, profissionalismo ou responsabilidade. Procure mencionar que a demissão foi causada por corte de custos e que o desligamento não pode ser evitado ou, ache um outro bom motivo e reflita colocando-se no lugar do entrevistador.

Principais motivos que geram desligamentos nas empresas:

q  Redução de custos (por diversos motivos).
q  Eliminação do Departamento ou Setor na Empresa.
q  Downsize ou terceirização da Área ou Setor na Empresa.
q  Reestruturação (pós-privatização ou mudança de políticas).
q  Transferência do departamento ou matriz para outros estados.
q  Eliminação do nível hierárquico (em alguns casos) para enxugar o quadro etc.


Qual a sua pretensão salarial?

É fundamental estabelecer que salário não é tudo, porém deverá ser analisada a remuneração variável, por exemplo: bônus, comissões, participação nos lucros, cursos patrocinados pela empresa, 14º salário e benefícios de praxe (plano de saúde extensivo aos dependentes, assistência odontológica, vale refeição, creche, seguro de vida em grupo etc.).  Esta pergunta é muito delicada e fator crucial para eliminar um candidato. É importante não responder logo de imediato, procurando o momento oportuno para discutir sobre esse assunto.

No caso em que o candidato já é informado pela agência de emprego ou consultoria, o que torna muito fácil a negociação – basta informar algo em torno do valor informado (se for o caso de aceitar o salário). Dependendo da política de cargos e salários, não se deve elevar o valor oferecido pela Empresa a menos que o profissional já esteja trabalhando e neste caso, deverão ser avaliados: o salário inicial, perspectivas de crescimento, políticas da empresa, ambiente de trabalho, idoneidade da empresa – para se concluir se vale a pena a troca.

Às vezes, é preferível ganhar um pouco menos e trabalhar num excelente ambiente de trabalho em uma empresa com políticas bem definidas e que invista no profissional do que ganhar um pouco mais e viver estressado e com um futuro incerto.

Quando o salário está em aberto é muito complicado. Neste caso, devem ser analisados diversos fatores: faixa salarial de mercado de acordo com o porte da empresa, o segmento de mercado e grau de responsabilidades. Ainda assim, é arriscado chegar ao valor real que a empresa deseja pagar. Salvo, quando o cargo é muito específico e não tem quase candidatos concorrendo – o melhor profissional tem tudo para conseguir o que deseja (ou chegar próximo).

Se o candidato está empregado, fica muito fácil a negociação pelo alto poder de barganha. Neste caso o ideal é pedir nada menos que 30% sobre o salário atual ou melhor, reverter a situação, perguntando qual seria o valor estimado pela empresa. Em suma, dependendo da situação em que o profissional se encontre no emprego vale a pena até sair pelo mesmo salário, desde que a nova empresa proporcione maiores vantagens: perspectivas de crescimento profissional, melhor ambiente de trabalho, políticas bem definidas, baixo índice de turnover, empresa com maior credibilidade e conceituada no mercado, melhores benefícios, maior valorização dos recursos humanos, entre outros aspectos.


Perguntas que você deve fazer a si mesmo


Fazer uma boa apresentação numa entrevista está diretamente relacionado com a sua capacidade não só de responder, mas de fazer perguntas. Tente obter todas as informações sobre a posição em aberto, atribuições do cargo, dificuldades encontradas pelo ex-ocupante do cargo, responsabilidades etc.

·         Por que foi aberta esta vaga?
·         Quais as características e perfil fundamentais para ocupar o cargo?
·         O que a empresa espera do novo ocupante do cargo?
·         O que é avaliado no desempenho de quem ocupa esta posição?
·         Quais os erros cometidos pelo ex-ocupante da posição?
·         Quais foram os motivos de sua saída? pediu demissão ou foi demitido? E porque?


Aspectos negativos avaliados em entrevista


§  Má apresentação.
§  Arrogância, agressividade, complexo de superioridade, presunção.
§  Incapacidade de se expressar com clareza: voz ruim, má dicção, mau português.
§  Falta de perspectivas para a carreira,
§  Falta de objetivos e determinação.
§  Falta de interesse e entusiasmo.
§  Falta de segurança e equilíbrio emocional.
§  Supervalorização do dinheiro, interesse apenas pelo melhor salário.
§  Falta de disposição ou entusiasmo para ingressar no novo emprego.
§  Falta de tato, discernimento, feeling.
§  Falta de cortesia, maus modos.
§  Dar más referências dos empregos anteriores.
§  Acentuado desinteresse pelos estudos.
§  Falta de vitalidade.
§  Não olhar com firmeza o entrevistador.
§  Aperto de mão fraco, sem vida.
§  Indecisão.
§  Querer trabalhar só por pouco tempo.
§  Pouco senso de humor.
§  Falta de consistência nos argumentos.
§  Falta de interesse pela empresa e pelo cargo.
§  Dar muita ênfase aos próprios conhecimentos e qualidades.
§  Demonstrar má vontade para ir onde é mandado.
§  Cinismo.
§  Falta de ética.
§  Preguiça.
§  Intolerância. Fortes preconceitos.
§  Limitados interesses.
§  Pouca habilidade em administrar as próprias finanças.
§  Incapacidade para receber críticas.
§  Idéias radicais.
§  Atraso injustificado para a entrevista.
§  Dizer que nunca ouviu falar da empresa contratante.
§  Não saber expressar apreço pelo tempo do entrevistador.
§  Não fazer perguntas sobre o cargo.

 

Técnicas de abordagem


O candidato deverá abordar todas as fontes do mercado de trabalho: anúncios de jornal, consultorias e agências de emprego, empresas, banco de currículos na internet etc.  Atualmente, é um pouco difícil como fazer abordagem direta, ou seja, bater na porta do empregador. Com o número de seguranças, é quase impossível chegar até o diretor ou presidente da empresa. Antigamente, isto era possível, o que tornava mais fácil o ingresso de um profissional no mercado.

Responder aos anúncios publicados nos jornais, obedecendo rigorosamente o que eles pedem e até exigem. Por exemplo: “... os interessados deverão enviar currículo com foto e pretensão salarial para a portaria do jornal O Globo sob o nº ...”, “favor enviar currículo com foto, carta e pretensão salarial...”.

Jamais coloque pretensão salarial ou envie carta manuscrita se a empresa não pedir. Não coloque foto no currículo a menos que seja exigido. Neste caso, você deverá colocar a melhor foto, em traje social ou esporte fino desde que esteja bem apresentável.

Quando a empresa anuncia através do jornal, não é obrigado enviar carta de apresentação, salvo se pedirem. Porém, se o candidato possuir uma carta bem elaborada e persuasiva, poderá eliminar muitos candidatos concorrentes. Nela, é avaliado a comunicabilidade e a cultura do indivíduo. Quando a empresa não anunciar e o candidato resolver abordá-la, neste caso, deverá enviar o currículo anexo à carta de apresentação.

Ao enviar um currículo para uma empresa, não se deve dobrá-lo e colocar em envelope pequeno; deve-se usar o envelope tamanho A4. Ao colocar as informações do destinatário, utilize letras normais (nem grandes e nem pequenas, use o bom senso).

Ao responder aos anúncios do Boa Chance, procure colocar nas urnas do jornal O Globo até terça-feira ao meio-dia, sob o risco de ficar de fora do processo seletivo. Os retardatários nunca são bem vistos, ainda mais, quando se trata de emprego. Quanto à caixa postal, por via das dúvidas, siga o mesmo exemplo.

Nos casos de anúncios fechados, deve-se usar o bom senso e a probabilidade na tentativa de identificar qual o porte da empresa para que seja colocada a pretensão salarial de acordo com a sua realidade. Ou seja, se for colocado um valor muito acima ou muito abaixo do que a empresa anunciante paga, provavelmente, o candidato terá tudo para não participar do processo de seleção. As grandes empresas, geralmente colocam anúncios grandes, às vezes, anúncios médios e pequenos. As médias empresas, geralmente colocam anúncios médios, às vezes, anúncios pequenos. As pequenas empresas, geralmente colocam anúncios pequenos, dificilmente, anúncios médios e grandes.


Networking

É uma das técnicas mais utilizadas pelas consultorias de Outplacement. O candidato é orientado sobre como usar a sua rede de relacionamento na busca de sua recolocação. 

Para se fazer um bom planejamento antes de começar esse processo, deve-se selecionar o nome, telefone e endereço comercial de todas as pessoas que fazem parte da relação profissional e que saibam das suas potencialidades e experiências e o consideram um bom profissional.

As entidades que podem fazer parte dessa rede de relacionamento são:

Pessoas Físicas

§  ex-empregadores
§  ex-chefes, pares ou subordinados
§  fornecedores ou clientes internos atuantes no mercado
§  ex-colegas de turma em cursos de pós-graduação, graduação etc.
§  contatos adquiridos em associações de classes e palestras
§  pessoas de seu convívio (médicos, advogados, gerentes de bancos etc.}
§  membros de clubes, associações, academias

Pessoas Jurídicas

§  consultorias de recursos humanos
§  câmaras de comércio / consulados
§  associações de classe


Outras Fontes

§  anúncios em jornal, murais de faculdades
§  internet (banco de currículos e vagas)
§  mala direta para consultorias e empresas


Como abordar a rede de relacionamento

§  Marque sempre que possível, um contato pessoal e formal.
§  Forneça informações relevantes que possam enriquecer o seu contato.
§  Troque idéias sobre sua área, mercado de trabalho e suas realizações.
§  Solicite ajuda para o processo de busca: indicação para novos contatos.
§  Tenha sempre em mãos o seu currículo atualizado.


Perfil desejável pelos empregadores

Capacidade analítica e de liderança, dinamismo, motivação, iniciativa própria, integridade, dedicação, responsabilidade, persistência, segurança, equilíbrio emocional. Pessoas lentas não conquistam os entrevistadores. Sem disposição não se superam dificuldades.

É preciso transmitir ao entrevistador uma postura positiva, de ambição e muita garra, sempre com humildade moderada. Seja sempre positivo e procure nunca dizer não. Não fale sobre coisas ruins ou desagradáveis.  Use o seu feeling e bom senso e procure falar sempre o que eles querem ouvir.  Evite falar de sua própria honestidade.

É recomendável simular entrevistas para que você possa avaliar o seu desempenho e não correr o risco de perder uma grande oportunidade por um pequeno detalhe. Na hora da entrevista, frente ao entrevistador, a apresentação deverá ser natural e não decorada, sob o risco de deixá-lo(a) nervoso(a). Deve-se falar pausadamente, com naturalidade, tranqüilidade e toda calma possível. Pessoas equilibradas tem tudo para conseguir a posição. Pessoas nervosas, ansiosas ou prolixas dificilmente conseguem uma boa posição.

Responda sempre do ponto de vista das empresas. Elas querem contratar executivos que se adaptem à sua filosofia, e eliminarão quem discordar das suas políticas e práticas. Mostre entusiasmo. Deixe claro que você procura desafio e desenvolvimento no trabalho. Procure vender a sua imagem.


Negociação Salarial

Com a atual realidade da economia brasileira gerada pelas crises asiática, russa e desvalorização do Real e com o aumento da competitividade, alicerçadas pela qualidade e produtividade, as empresas estão buscando enxugar ao máximo os seus custos, racionalizando despesas, e isto afeta diretamente a questão salarial. Por essa razão, negociar salário vai requerer muita habilidade e flexibilidade.

Pesquisas recentes demonstram que, tanto do lado dos empregadores quanto dos profissionais, a questão salarial é negociável. Geralmente, os executivos preferem aumento em dinheiro; as empresas, por sua vez, preferem oferecer benefícios, como apoio na recolocação em caso de demissão, bônus por produtividade e férias extras, em vez de revisão salarial.

Procure saber quanto o mercado está pagando para o seu cargo e função. Você deverá levar em conta o porte da empresa e o segmento / ramo de atividade. Essas informações poderão ser obtidas através de executivos de outras empresas, sindicatos, câmaras de comércio, pesquisas realizadas por diversas instituições e consultorias de recursos humanos. De posse dessas informações, você terá subsídios para argumentar com o empregador.

Para um candidato se sair bem na imprescindível pergunta (“Qual a sua pretensão salarial?”) feita pelos entrevistadores, veja o que temos para dizer:

É fundamental estabelecer que salário não é tudo, porém deverá ser analisada a remuneração variável, por exemplo: bônus, comissões, participação nos lucros, cursos patrocinados pela empresa, 14º salário e benefícios de praxe (plano de saúde extensivo aos dependentes, assistência odontológica, vale refeição, creche, seguro de vida em grupo etc.).  Esta pergunta é muito delicada e fator crucial para eliminar um candidato. É importante não responder logo de imediato, procurando o momento oportuno para discutir sobre esse assunto.

No caso em que o candidato já é informado pela consultoria de recursos humanos, o que torna muito fácil a negociação – basta informar algo em torno do valor informado (se for o caso de aceitar o salário). Dependendo da política de cargos e salários, não se deve elevar o valor oferecido pela Empresa a menos que o profissional já esteja trabalhando e neste caso, deverão ser avaliados: o salário inicial, perspectivas de crescimento, políticas da empresa, ambiente de trabalho, idoneidade da empresa – para se concluir se vale a pena a troca.

Às vezes, é preferível ganhar um pouco menos e trabalhar num excelente ambiente de trabalho em uma empresa com políticas bem definidas e que invista no profissional do que ganhar um pouco mais e viver estressado e com um futuro incerto.

Quando o salário está em aberto é muito complicado. Neste caso, devem ser analisados diversos fatores: faixa salarial de mercado de acordo com o porte da empresa, o segmento de mercado e grau de responsabilidades. Ainda assim, é arriscado chegar ao valor real que a empresa deseja pagar. Salvo, quando o cargo é muito específico e não tem quase candidatos concorrendo – o melhor profissional tem tudo para conseguir o que deseja (ou chegar próximo).

Se o candidato está empregado, fica muito fácil a negociação pelo alto poder de barganha. Neste caso o ideal é pedir nada menos que 30% sobre o salário atual ou melhor, reverter a situação, perguntando qual seria o valor estimado pela empresa. Em suma, dependendo da situação em que o profissional se encontre no emprego vale a pena até sair pelo mesmo salário, desde que a nova empresa proporcione maiores vantagens: perspectivas de crescimento profissional, melhor ambiente de trabalho, políticas bem definidas, baixo índice de turnover, empresa com maior credibilidade e conceituada no mercado, melhores benefícios, maior valorização dos recursos humanos, entre outros aspectos.


Referências

Ainda que você não esteja procurando emprego, a possibilidade de que esteja nessa situação um dia existe. Comece a cuidar agora mesmo de suas referências. Cultive as pessoas, faça uma rede de amigos. Um dia eles poderão ser a sua chave para conseguir um novo emprego.

No Brasil, as pesquisas indicam que a maioria dos selecionadores (em torno de 60%) consultam uma ou duas referências; a minoria restante (em torno de 40%) não fazem nenhuma verificação. Uma coisa é certa, quanto maior e mais importante for o cargo a ser preenchido a checagem será muito mais extensa (referências profissionais, SERASA, SPC e Cartórios de Protestos).

Se você está sendo considerado para um posto da alta administração, tenha a certeza de que todas as informações profissional e pessoal serão cuidadosamente verificadas. Portanto, peça para seus ex-chefes imediatos e diretores para usar seus nomes em caso de processos seletivos.

Especialistas em recursos humanos relatam que é surpreendente a quantidade de pessoas que não são aprovadas para um novo emprego porque não tiveram quem lhes desse boas referências. Uma frase ouvida com freqüência é "Você tem certeza de que ele deu meu nome como referência?".

O objetivo da Referência é checar se tudo você relatou sobre suas qualificações, experiência e características pessoais, realmente são verdadeiras. Em um processo de seleção, o empregador poderá correr o risco de fazer injustiça e nesse caso, a melhor saída é consultar seus superiores e verificar se as informações prestadas são fidedignas.

Para não entrarmos muito em detalhes, às vezes é bom pedir uma Carta de Referência das últimas duas  empresas (se for o caso), relatando sobre suas habilidades, responsabilidades, condutas e qualificação técnica. Isto poderá obrigá-los a fornecer as mesmas informações contidas no documento.

Muitas empresas costumam valorizar o profissional na Carta de Referência e isso poderá fazer uma grande diferença, evitando assim, a checagem por parte do empregador. Procure identificar também diretores e executivos da alta administração que poderão fornecer boas informações sobre seu desempenho positivo e outras qualidades e tenha a certeza de que o farão sempre, pois você poderá participar de vários processos seletivos e essas pessoas poderão ser sempre solicitadas para prestarem informações.

No momento em que uma proposta específica surgir, informe as pessoas que compõem a sua lista de referências do nome da empresa que o está convidando, como você se enquadra na posição aberta e também que elas devem ser contatadas pelo potencial empregador. Conhecendo a situação, o depoimento delas será muito mais eficiente.


Principais motivos que eliminam um candidato

·          apresentação pessoal inadequada
·          marketing pessoal fraco (não saber se vender)
·          não saber explorar suas experiências e resultados alcançados
·          falta de entusiasmo e senso de humor
·          falta de postura positiva e equilíbrio emocional
·          má comunicação, maus modos
·          falta de liderança e iniciativa (principalmente, em posições executivas)
·          falta de tato, discernimento e feeling
·          falta de perspectiva e ambição profissional
·          não demonstrar interesse pelo cargo e pela empresa
·          mostrar-se desatualizado com o mundo, tendências e mercado


Técnicas de seleção mais utilizadas

A Seleção de candidatos é feita através de um processo de comparação. Baseado no perfil do cargo, que é uma coleta de informações a respeito da posição a ser preenchida, deve-se escolher a técnica de seleção mais adequada. As mais utilizadas são:

§  Entrevista de Seleção.
§  Dinâmica de Grupo.
§  Testes de Personalidade.
§  Testes Psicométricos.
§  Redação.


Entrevista de Seleção


O principal objetivo da entrevista é conhecer o candidato, procurando obter o maior número de informações, analisando-os de maneira global, a fim de verificar adequação à vaga disponível.

O entrevistador abordará vários aspectos sobre a vida profissional e pessoal do candidato, sempre focando as características levantadas com o perfil do cargo.

A escolha é feita pelo candidato que melhor se adequa ao perfil desejado e demonstre maior entusiasmo pela empresa, interesse e garra para ocupar o cargo, e tenha melhores condições de desenvolvimento profissional.


Dinâmicas de Grupo


Método de avaliação que possibilita a obtenção de informações à respeito do comportamento do indivíduo na sua atuação interpessoal e profissional. Permite a identificação de habilidades e características pessoais necessárias para o desempenho satisfatório no cargo, bem como sua adaptação e relacionamento no grupo.

As técnicas de dinâmica de grupo são escolhidas de acordo com o cargo e as características da área na qual o profissional irá atuar. As mais utilizadas servem para avaliar:


Atividades Comportamentais:
§  cooperação
§  relacionamento inter e intragrupal
§  flexibilidade
§  afetividade
§  confiança e auto-confiança.

Atividades de Planejamento:
§  planejamento e estabelecimento de metas
§  processo de comunicação
§  capacidade analítica
§  organização e síntese
§  liderança


Atividades de Negociação:
§  capacidade de negociação, argumentação e persuasão
§  capacidade de desenvolver estratégias
§  tomada de decisões
§  competitividade e flexibilidade


Provas Situacionais:
§  capacidade analítica, bom senso
§  capacidade de solucionar problemas
§  capacidade de tomar decisões
§  conhecimentos técnicos
§  desempenho


Dramatização:
§  desenvoltura
§  performance
§  criatividade
§  empatia
§  habilidade em lidar com situações problemas


Tópicos para apresentação em dinâmica de grupo

Nome:
Idiomas:
Formação:
Experiência em empresas:
Principais resultados/projetos:
Porquê participar?


Testes de Personalidade


Geralmente, são utilizados para se conhecer melhor os candidatos em termos de características de temperamento e caráter.  Existem vários instrumentos que são utilizados com esta finalidade e são apresentados em diferentes formatos:

§  desenhos
§  manchas
§  pesquisas de características
§  traços gráficos

Esses testes não existem respostas certas ou erradas, pois são testes subjetivos que retratam o comportamento individual do candidato.


Testes Psicométricos


São instrumentos que qualificam objetivamente a Aptidão e a Capacidade do indivíduo. Em outras palavras, avaliam a capacidade de aprendizado e assimilação, bem como a habilidade atual em sua atividade. Os principais testes psicométricos adotados atualmente são:

§  memorização
§  atenção concentrada
§  relações espaciais
§  percepção de detalhes
§  cálculos aritméticos


Redação


O objetivo da redação é avaliar a capacidade de comunicação do candidato, observando o domínio do idioma e a lógica das idéias, o nível cultural através da escrita (coloquial, culta etc.). Em muitos casos, a redação é utilizada para análise grafológica. Atualmente, É um dos testes mais aplicados pela maioria das empresas.


Princípios básicos da entrevista

A entrevista é uma troca, um diálogo, uma relação que se estabelece, em certas condições, entre duas pessoas: o Entrevistador e o Entrevistado. Este número de dois interlocutores não é limitativo, pois várias pessoas podem ser entrevistadas ao mesmo tempo, no âmbito de um trabalho de grupo; trata-se, neste caso, da entrevista coletiva.

A finalidade da entrevista apresenta vários aspectos. Os principais são: obter informações sobre o entrevistado; facilitar informações, modificar o comportamento e desenvolver atitudes. De modo geral estes objetivos não se apresentam separados; em muitas entrevistas se combinam entre si, embora um deles sempre predomine. Se o entrevistador e o entrevistado conseguem trabalhar conjuntamente para atingir um  objetivo comum, a entrevista adquire um sentido de finalidade.


Áreas de identificação


Profissional: nessa área as perguntas devem enfatizar a eficiência e o ajustamento às condições gerais de trabalho e o relacionamento com os colegas e chefia. Essas informações conduzem a um histórico de trabalho desde o primeiro emprego, ou pelo menos das três últimas Empresas. A objetividade e clareza de idéias são primordiais neste momento para uma boa compreensão do entrevistador.

Familiar: deve-se averiguar as influências exercidas pelo meio familiar, pois elas desempenham um grande papel no estado emocional, nas motivações e interesses do indivíduo.

Social: o relacionamento entre pessoas varia de acordo com certas características de personalidade, tais como: introversão X extroversão, agressividade, imaturidade emocional, rigidez, entre outros aspectos que devem ser verificados durante a entrevista através da atitude do profissional pelas informações sobre seu comportamento presente e passado.

Pessoal: trata-se da área mais sensível da entrevista, através da qual o entrevistador deverá investigar o grau de ajustamento geral do indivíduo.







Dicas Gerais



q  Em um processo de seleção, não existe uma regra ou “script” a ser seguido. Demonstre entusiasmo, brilho nos olhos, alto astral, positividade, e esteja atento às instruções e às perguntas feitas pelo entrevistador. Seja espontâneo e não demonstre ansiedade, insegurança e falta de equilíbrio emocional.

q  Seja objetivo nas suas colocações e escolhas. Não atropele o entrevistador e participe com perguntas inteligentes e informações necessárias sobre o seu sucesso, resultados, conhecimentos etc., sem arrogância e sem fazer comparações com empresas ou profissionais de mercado.

q  Demonstre que você é uma pessoa que sabe trabalhar em equipe, tem flexibilidade e sabe lidar com situações de pressão, tensão e conflitos. Isso demonstra competência, segurança e maturidade profissional.

q  A empatia é um fator natural que acontece em uma relação pessoal e profissional. E, em se tratando de entrevista, procure criar um clima amistoso, demonstre estar sempre de bem com a vida, embora esteja ansioso ou fragilizado.  Procure tornar a entrevista em um diálogo. É sempre bom “quebrar o gelo”, pois isso demonstra maturidade, segurança e liderança.

q  Mantenha-se atualizado sobre assuntos importantes da atualidade. Em processos de seleção poderão surgir discussões sobre temas atuais.  Os recrutadores, às vezes, pedem para o candidato redigir uma redação sobre assuntos do momento, e em muitos casos, colocam o “tema livre”.

q  Utilize todas as fontes de emprego disponíveis (networking, mala direta, sites de empregos, jornal, câmara de comércio). O mercado deve ser explorado em seu todo, e as oportunidades avaliadas e não desprezadas.

q  Acredite em você e no seu potencial. Nunca desanime, seja determinado e perseverante sempre.

q  Evite assumir compromisso com qualquer empresa que não satisfaça os seus objetivos. Procure avaliar as perspectivas de desenvolvimento profissional, para que você não esteja em um novo Programa de Recolocação.

q  Um processo de recolocação é um trabalho de persistência, que só deverá ser interrompido quando o objetivo for alcançado.



RHGroup Assessoria em Recursos Humanos
Rua da Assembléia, 10 Grupo 3016
Centro • 20011-000  Rio de Janeiro – RJ
E-mail: sac@rhgroup.com.br

Tels.: (21) 2509-5098

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A VISÃO DE LIDERANÇA

Veja como olhar os vários ponto de visão podem ajudar no processo decisório!

Todo gestor de um negócio é um solucionador de problemas, é um profissional que fica o tempo inteiro tornando os processos mais produtivos, os setores mais ágeis, a empresa mais lucrativa. Para que isso aconteça, o gestor precisa resolver problemas o tempo inteiro, é necessário vencer obstáculos diariamente. E a forma como enfrenta os problemas faz toda a diferença nos resultados.

É comum perceber que um determinado profissional tem melhores resultados do que outros. Ao pensarmos no porquê, podemos concluir prematuramente que uma pessoa é mais inteligente do que a outra. Isso nem sempre é verdade, pois a essência do profissional eficaz está em enxergar o obstáculo sobre várias óticas diferentes, tornando mais fácil atingir os objetivos independente do caminho que percorrerá para tal.

Isso pode ser bem ilustrado com o seguinte exemplo:
Em a situação encontrada em um vôo no qual havia uma criança infernizando os passageiros. Ela corria de um lado para outro dentro do avião, esbarrava em todos, derrubava notebooks e os copos de água dos passageiros. Alguns queriam dormir, mas as brincadeiras do menino eram altas demais, o que irritava a todos. Os passageiros começaram a reclamar, brigavam entre si e com o pai do garoto, que o deixava à vontade no avião. Desta forma, o pai, então, meio constrangido, pegou a criança e colocou-a sentada com o sinto de segurança apertado. Porém, isso tornou a situação ainda pior, pois o menino gritava e chorava, não se conformando que estava naquela situação.

O inferno estava instaurado, até que uma passageira chamou a aeromoça e sussurrou algo, fazendo-a ir à cabine do piloto. Instantes mais tarde o co-piloto saiu da cabine e foi até o menino e pergunta se ele gostaria de pilotar o avião. O garoto, incrédulo, olhou para o pai, que o autorizou a ir com o co-piloto dirigir aquela incrível máquina de voar. O menino ficou as próximas duas horas na cabine do piloto imaginando que pilotava o avião e o vôo seguiu em paz.

Nesta situação, todos os passageiros olharam o problema sob a sua ótica pessoal e se manifestaram em função da irritação que sentiram. Enquanto a passageira que falou com a aeromoça percebeu o problema sob a ótica do menino. Ao ser sugerida uma solução para o menino, ela acabou resolvendo o problema de muitas pessoas.

Muitas das vezes, problemas não são resolvidos por falta de percepção das alternativas possíveis sob a ótica dos outros. É mais cômodo olharmos sob a nossa ótica, uma vez que esta é sempre mais fácil e clara para nós mesmos. Casamentos terminam pela mesma razão. Cada um olha o problema sob a sua ótica, enquanto seria mais compreensível entender por que o outro sente algo que não compreendemos no primeiro olhar.
Um bom líder jamais toma uma decisão sob pressão, sem olhar muitas óticas envolvidas.

Uma boa orientação nesse sentido é, a seguinte:
Ao se deparar com um problema, pense nas “pessoas impactadas” frente a situação. Quando conseguir identificar estes personagens, tente entender como cada um destes pode estar vendo o problema. Se não conseguir interpretar, pergunte diretamente às pessoas. Uma vez que tenha entendido o problema sob várias óticas diferentes, tente imaginar o que poderia mudar no ambiente para contribuir para a solução.

Muitas vezes os caminhos alternativos são mais eficazes do que as estradas que confrontam diretamente a questão. O mais complexo é conseguir enxergar as alternativas sem se deixar influenciar pela nossa forma pessoal de ver a situação. No caso do menino do vôo, a mulher que falou com a aeromoça conseguiu dar uma solução independente da irritação pessoal que sentia e, independente da sua vontade própria, ela conseguiu olhar a ótica do menino.

Na Alterdata Software, empresa na qual tenho muitas responsabilidades, sou questionado para tomar decisões o tempo inteiro. Estas decisões nem sempre são fáceis, em função de trazerem grande impacto numa quantidade expressiva de pessoas. Porém, na minha forma de agir, sempre tento na grande maioria das vezes, pensar como no caso do vôo, me esforçando ao máximo para ver a situação em várias óticas.

Um bom exemplo concreto foi a situação que uma líder nova do departamento comercial, que vinha muito à minha sala pedir autorização para fazer certas concessões nas propostas comerciais para fechar negócios. Ela entrava na minha sala me interrompendo muitas vezes ao dia. O problema visível era a interrupção, que me incomodava. Eu poderia ter me irritado, reclamado, xingado, gritado, mas isso não resolveria o problema. Eu poderia ter contratado outra pessoa, mas isso também não solucionaria. Comecei a pensar no problema sob a ótica desta líder, que na verdade estava insegura para tomada de certas decisões. A questão era mais psicológica do que técnica. Desta forma, fui gradativamente pedindo a sua opinião, questionando o que recomendaria que eu fizesse na situação que estava me perguntando, e quando a líder dava uma resposta com a qual eu não concordava, era orientada. Aos poucos ela foi aumentou sua assertividade, até que um dia eu a questionei: “Você já percebeu que eu sempre concordo com as suas sugestões?”. Ela disse que não havia percebido isso. Na verdade, estava pronta para assumir riscos sozinha. Passei então a lhe autorizar que não recorresse mais a mim na grande maioria dos casos, me liberando para outras coisas mais significativas para a estratégia da empresa. Neste caso concreto eu não poderia ver o problema sob a minha ótica, pois não conseguiria resolver a situação. Tive que olhar sob a ótica dela e entender a sua insegurança para conseguir oferecer o que ela precisava – que era autoconfiança.

Não seja vaidoso ao ponto de achar que a sua forma de pensar e solucionar é sempre o centro do universo. O seu objetivo não é ter razão sempre, mas sim ter resultados concretos frequentemente, é atingir objetivos, e desta forma tem grandes chances da solução estar no visão outro.

Agora, pare e pense antes de tomar uma decisão frente a um problema. Lembre-se de analisar o entorno, pois a solução pode estar onde você não vê no primeiro momento. A sua ansiedade pode prejudica-lo a ser um bom líder, um excelente planejador, um fantástico gerente, um eficaz diretor de empresas ou, até mesmo, um bom cônjuge no casamento.

Ladmir Carvalho – Diretor Executivo – Alterdata Software


Esta postagem foi enviada pela amiga Sheilla, a quem dedico este post.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

FAROESTE CABOCLO

Ilustração: Dalton Soares
Edição: Gustavo Miller (Conteúdo) e Leo Aragão (Arte)
Reportagem: Caue Muraro e Rodrigo Monteiro
Infografia: Daniel Roda e Elvis Martuchelli
Desenvolvedores: Rafael Soares e Thiago Bittencourt
Vídeos: Alexandre Nascimento e Luciano Emoto

sábado, 11 de maio de 2013

MONOGRAFIA - EQUIPES: TIPOS, CARACTERÍSTICAS, DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS (PARTE FINAL)


4. CONCLUSÃO


Das muitas questões envolvidas quando se ouve sobre Equipes, não podemos deixar de negar o papel que representam hoje para as organizações e como estão intimamente ligadas as questões de liderança, com isso, existem múltiplas definições para a liderança, mas é possível encontrar dois elementos comuns em todas elas: por um lado é um fenômeno de grupo e, por outro, envolve um conjunto de influências interpessoais e recíprocas, exercidas num determinado contexto através de um processo de comunicação humana com vista à obtenção de determinados objetivos específicos. As funções de liderança incluem, portanto, todas as atividades de influenciação de pessoas, ou seja, que geram a motivação necessária para pôr em prática o propósito definido pela estratégia e estruturado nas funções executivas.
Um aspecto importante neste conceito é a palavra influência em lugar de imposição. De fato, é possível impor determinadas ações a um subordinado quando se tem poder para tal. Contudo, é impossível impor a motivação com que cada um leva à prática essa mesma ação. É esta motivação que a liderança procura melhorar. Para um líder não é suficiente atingir os objetivos da organização; é necessário que as ações desenvolvidas pelos subordinados sejam executadas por sua livre vontade, onde para isso a relação do líder e sua equipe devem ser muito bem desenvolvidas.
Pode-se considerar a liderança como a arte de libertar as pessoas para fazerem o que se exige delas de maneira mais eficiente e humana possível. A primeira responsabilidade de um líder é a definição da realidade e a última é agradecer; entre as duas deverá tornar-se um servidor da organização e dos seus membros. Isso é o contraste entre os conceitos de propriedade e de dependência, e  desta forma, a medida de uma boa liderança encontra-se nos seus seguidores quando estes atingem o seu potencial, alcançam os resultados pretendidos e estão motivados, é sinal de uma boa liderança, e de certa forma, as equipes são uma da melhores formas de se por em prática as habilidades de liderança.
A liderança é uma questão de estar consciente do que está acontecendo no grupo e quanto mais conectados estiverem o líder e sua equipe, maior a possibilidade do líder agir apropriadamente em toda e qualquer situação que lhe apresente, tirando assim o maior proveito da equipe e das habilidades individuais que lidera. Portanto conhecer bem sua equipe é uma tarefa árdua para o líder, principalmente quando esse líder não tem a oportunidade de escolher os membros de sua equipe ou não possa participar diretamente de sua formação. Isso significa que é uma oportunidade de ouro um líder montar uma equipe do zero, devido à ligação mais intensa e integração de características de relacionamento ser mais fáceis para que o líder passe o que espera de sua equipe, o que do contrário aumenta a dificuldade quando um líder possui uma equipe já formada e busca primeiro a aceitação do grupo, além de necessitar de um estudo para que a clareza e a consciência do líder sejam muito bem interpretadas pelos liderados e se possa iniciar ações que garantam uma liderança bem-sucedida.
Como não existe uma fórmula de liderança eficaz, mesmo não havendo um consenso entre os estudiosos a respeito da liderança eficaz e das múltiplas variáveis que nela intervêm, ninguém nega a sua importância para o desenvolvimento e a sobrevivência das empresas produtoras de bens ou serviços, sejam elas públicas ou privadas.
É fácil pensarmos em pessoas que foram grandes líderes, mas o difícil mesmo é determinar quais os fatores que os torna(ou) líderes ou pessoas de destaque e influência em suas áreas (WEINBERG e GOULD, 2001).
A integração Líder X Equipe faz com que as perspectivas para um determinado problema sejam mais aprimoradas e analisadas de forma mais completa, desde que faça parte da característica do líder estimular a participação de todos. O que torna o envolvimento mais expressivo no ambiente organizacional e assim aumentam substancialmente as chances de sucesso na implementação das idéias e resolução dos problemas éticos.
Contudo, hoje muito mais do que nunca, todo líder ou gerente é cobrado pelos resultados da organização, onde se tornam freqüentes frases como: “fazer mais com menos”, “redução de custos” e “aumentar a produtividade”. Para isso, nada melhor que uma grande equipe em mãos, porém, entender como cada tipo de equipe atua em suas atividades e que atividades são para cada tipo de equipe, é fundamental para aumentar a potencialidade de usar as habilidades individuais, coletivamente, a ponto de diminuir uma dependência extrema no líder e se atingir melhores resultados.
Da utilização de ferramentas de comunicação até a administração conflitos, associados ao entendimento da formação dos grupos a formação e desenvolvimento de equipes altamente eficientes, mostrou-se a utilização da análise swot, como uma ferramenta capaz de contribuir para elucidar os entendimentos das diferenças que possuem cada equipe e como são melhores aproveitadas.  Não deixando de considerar o ambiente interno em que se inserem dentro da organização e as influências mútuas que ocorrem na cultura e no clima organizacional e ao mesmo tempo procurando estar atento aos acontecimentos no ambiente externo e o que podem afetar nos membros e nos resultados da Equipe.
            Enfim, um líder não se pode entregar ao acaso a formação e o desenvolvimento de equipes de trabalho, onde se torna extremamente fundamental para elas serem bem formadas. Com a necessidade de ações e processos planejados, além de acompanhamento e avaliação periódica, faz com que esse processo geralmente seja longo, o que coloca o líder em xeque quando a cultura da organização e suas metas não incluem a valorização das equipes e principalmente sua formação e desenvolvimento.
            Esse fator negativo da organização ainda é potencializado quando não há a predisposição de se entender o tempo dedicado ao planejamento, direcionamento e sabedoria na escolha dos procedimentos e suporte adequado aos integrantes das equipes, somados a sensibilidade de reconhecer aptidões e habilidades que possam aumentar as garantias de encaixe de seus membros em prol de aproveitar ao máximo a força humana que se dispõem.
            O tempo é um grande adversário para se formar e desenvolver adequadamente grandes equipes, porém não há nada de maior valor quanto possamos observar a interação, dedicação e transformação impregnada em todos os seus membros quando se aprimoram seus resultados e entendem por um olhar o desejo do líder, para que nesse grande jogo de xadrez que é o seu gerenciamento, sempre seja possível ao líder, através de suas peças protegerem o Rei durante todo o jogo.


Referências

AGUILERA, José Carlos; LAZARINI, Luiz Carlos. Gestão Estratégica de Mudanças Corporativas: Turnaround, a verdadeira destruição criativa. São Paulo, SP: Saraiva, 2009.
BENNIS, Warren; NANUS, Burt. Líderes – Estratégias para Assumir a Verdadeira Liderança. São Paulo, SP: Editora Harbra, 1988.
CAMARGO, Marculino. Fundamentos de Ética Geral e Profissional. 6 ed. São Paulo, SP Editora Vozes, 2008.

CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação à Administração Geral, 3 ed. São Paulo: MAKRON Books, 2000.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração, 7 ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento Organizacional: A Dinâmica do Sucesso das Organizações, 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as Pessoas, 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
CLAVELL, James. A Arte da Guerra – Sun Tzu, 21 ed. Rio de Janeiro: Record 1999.
CORTELLA, Mário Sérgio. Qual é a tua obra? Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
CORTELLA, Mário Sérgio; MUSSAK, Eugeneo. Liderança em Foco. Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2009 (Coleção Papirus Debates).
DROSDEK, Andreas. Filosofia para Executivos – A Sabedoria de grandes Filósofos aplicada ao dia a dia Empresarial, 1 ed. Campinas, SP: Verus, 2009.

FAYOL, Henry (1841 – 1945). Administração Industrial e Geral – Previsão, Organização, Comando, Coordenação e Controle, 10 ed. São Paulo: Atlas, 1990.
HELLER, Robert. Como gerenciar equipes. 3 ed. São Paulo: Publifolha, 2001.
KORDIS, Paul; RIBEIRO, Lair. Uma Janela no Futuro: Mudar para Permanecer. São Paulo: Temas de Hoje, 2004.
LACOMBE, F.J.M.; Heilborn, G.L.J. Administração: princípios e tendências. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
MAXWELL, John C.. O Livro de Ouro da Liderança – O maior treinador de líderes da atualidade apresenta as grandes lições de liderança que aprendeu na vida. Rio de Janeiro, RJ: Thomas Nelson Brasil, 2008.
NOVO, Damaris Vieira; CHERNICHARO, Edna de Assunção Melo; BARRADAS, Mary Suely Souza. Liderança de Equipes. 1 ed. Riode Janeiro, RJ: Editora FGV, 2008.
ROBBINS, Stephen P. Administração: Mudanças e Perspectivas. Editora Saraiva, 2000.

TONET, Helena; REIS, Ana Maria Viegas; BECKER JR., Luiz Carlos; COSTA, Maria Eugênea Belczak. Desenvolvimento de Equipes. 2 ed. Rio de Janeiro, RJ:  Editora FGV, 2009.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do exercício. 2 ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

domingo, 5 de maio de 2013

A Torcida


O conto abaixo, veio do Blog dos Contos e de tão importante o que é torcer, resolvi compartilhar em meu blog também e também, porque não, torcer... Torcer pra leiam e compartilhem, pois continuamos torcendo pelas coisas da vida.


A Torcida


Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. Seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você. Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana. Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico,advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você. Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro Descobriu que ela torcia igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel. E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por você!" 

Carlos Drumond de Andrade